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Caravana e estandarte

Escrito por em 20 de julho de 2018

Desespero, esperança, uma caravana e uma história única…

The Banner o quê?

The Banner Saga foi lançado em janeiro de 2014 e ganhou uma continuação em abril de 2016. Ambos os jogos foram desenvolvidos pela Stoic, um pequeno estúdio do Texas que, apoiado pela distribuidora Versus Evil, conseguiu desenvolver algo que virou referência quando o assunto são os Games Indie.

O primeiro jogo conta a história de Rook e Alette, pai e filha que fogem de uma investida incansável de criaturas antes adormecidas, os Dredge. Esses seres, por sua vez, fogem de uma profecia que dita o fim do mundo e a chegada de uma serpente gigante. Toda essa trama é apresentada para os jogadores com uma frase muito marcante, no começo do primeiro game, que já evidencia tal gravidade e seriedade: “somente o Sol parou. ”

Com tudo isso acontecendo e sem nenhuma experiência, Rook decide reunir os habitantes de seu vilarejo e fugir, sem rumo ou esperança, na tentativa de encontrar um lugar seguro para seu povo e sua filha. Se ser perseguido por Dredges e ter de se preocupar com um possível fim do mundo não fosse o suficiente, eles ainda têm que conviver com os Varl, uma raça de gigantes que nunca se deu bem com os humanos. Mas os Varl também estão fugindo, ninguém está a salvo em um mundo em ruínas, e é uma relação de amizade e cooperação entre humanos e Varl que serve de foco para o desenvolvimento da narrativa.

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Rook e Alette se escondendo de um Dredge

Já a sua sequência continua a história do primeiro, mas adiciona uma nova caravana separada da primeira, os Corvos, um grupo de mercenários liderados por Bolvek e sua protetora Folka. Os Corvos recebem a missão de se livrar de uma carga extremamente importante, que fica sendo uma espécie de “último trabalho”, visto que também temem toda essa investida Dredge e um possível fim do mundo. A narrativa muda de foco, agora toda a trama se prende na força de quem lidera a caravana do primeiro jogo e em Bolvek, que está à frente de um bando de mercenários que às vezes só querem saber de dinheiro. Por trás de toda a sua história, The Banner Saga pode ser classificado como uma jornada, uma jornada com um objetivo de se sentir seguro, que só poderá ser alcançado enfrentando uma série de perigos que aparecem em meio as florestas e montanhas congeladas.

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Bolvek, líder dos Corvos

Temática adaptada

The Banner Saga se passa em um universo nórdico, cercado por sua mitologia e tradição. Foi necessário adaptar a narrativa ao ambiente, utilizando elementos da cultura escandinava para compor o mundo. A presença de gigantes, os Varl, faz clara referência aos Jotun; as enormes pedras que encontramos pela jornada possuem desenhos de Deuses; o terreno congelado e irregular dificulta a mobilidade da caravana; a presença de criaturas místicas, como centauros e os próprios seres de pedra (Dredge) reforçam o mundo fantástico.

Junta-se a isso uma trilha sonora composta somente para o jogo, com músicas que fazem o jogador se sentir em meio à uma taverna nórdica bebendo uma caneca de hidromel. O cuidado ao criar o mundo de The Banner Saga faz com que os gráficos simples não afetem de nenhuma forma a rica experiência que é entregue. Ninguém para por um momento a fim de admirar a paisagem ao fundo da caravana, mas todos fecham os olhos e curtem, nem que seja por um momento, a belíssima música escandinava.

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Por que The Banner Saga?

The Banner Saga foi desenvolvido com um imenso esforço por parte dos desenvolvedores. Após uma campanha para arrecadação de dinheiro na internet, os produtores decidiram focar a maioria da verba na composição das músicas. Como o jogo não possui dublagem, apenas falas escritas, o pouco que sobrou foi utilizado para o restante do game. Animações dos personagens não foram gravadas com atores profissionais e sim pelos próprios desenvolvedores. Os sons e efeitos foram todos “homemade”, a bandeira do estandarte foi feita com o som de um papel toalha e um ventilador, por exemplo.

A qualidade é muito alta se pensarmos nos recursos disponível e pode ser comparada à grandes lançamentos da indústria. O lançamento de The Banner Saga, lá em 2014, abriu portas para que desenvolvedores de todo o mundo acreditassem no poder do financiamento pela internet e em tornar seus projetos algo possível. No lançamento de The Banner Saga 2, a equipe já contava com um orçamento maior, mas optaram por manter o estilo gráfico e as animações, tanto para redução de custo quanto pela nostalgia e reconhecimento de todo o esforço colocado no primeiro jogo.

Indies são lançados todas as semanas, cada um com suas histórias de desenvolvimento e dificuldades de produção e graças à The Banner Saga e o empenho da Stoic, esses Indies têm um alguém para se inspirar e seguir buscando um lugar na indústria.

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Mapa de The Banner Saga

E a conclusão…

A conclusão chega no final de julho desse ano, 2018. A campanha arrecadou mais de 400 mil dólares internet afora e os produtores prometeram dar o encerramento que essa Saga tanto merece de forma épica e marcante. The Banner Saga 3 promete ser maior, melhor e até mais emocionante que seus antecessores.

Se o jogo vale a pena? Claro que vale! Costumo caracterizar The Banner Saga como um jogo em que apenas pensar em piratear já é uma tremenda ofensa ao universo dos videogames. É um jogo que poderia virar filme, livro ou série e que todos deveriam ter a chance de jogá-lo pelo menos uma vez.

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