Depois de 33 anos exibido no SBT, Chaves mudará de emissora.

Escrito por em 27 de abril de 2018

Após a parceria entre o Grupo Globo e a Televisa, os direitos de Chaves e Chapolin foram comprados pela Globosat, que exibirá tanto em seu canal por assinatura Multishow quanto em seu serviço de streaming, saindo da grade de programação do SBT depois de 33 anos.

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O Programa Tarde Geek entrevistou Édgar Vivar, o intérprete do Sr. Barriga, que está a caminho do Rio de Janeiro para divulgação da notícia. Segundo Vivar, haverá novidades, pois, o Grupo Globo fez uma nova dublagem do programa graças a encomenda de episódios nunca exibidos no Brasil, além de que no Multishow a exibição dos episódios de Chaves será em ordem cronológica.

Durante a entrevista, o ator foi questionado sobre o choque que a nova dublagem vai causar, principalmente acerca de seu personagem.

“Sim, sim, com certeza. Vai ser muito estranho para os fãs, pois ele [Mário Vilela, antigo dublador do personagem] morreu, mas ainda sim fez um trabalho maravilhoso, inclusive já conheci ele[…]Foi no programa da Sônia Abrão, e eu estava muito emocionado, porém não falava português, não entendia nada, entendia mais ou menos, o povo de São Paulo falava muito rápido, e eu conhecia algumas palavras só em português. Então me apresentaram a Mário Vilela em um grande abraço, então foi muito emocionante”

Em seguida, foi abordado sobre a inesperada mudança de emissora do programa, coisa que há pouco tempo jamais seria imaginada e sobre a repercussão que aparenta ser uma nova estreia.

“Ninguém havia imaginado ou pensado isso[…]Ontem encontrei com Roberto Gomes Júnior, o filho do Roberto, que está fazendo um seriado sobre a Copa do Mundo, e me convidou para fazer uma aparição especial nesse seriado. Então finalmente falamos sobre o Brasil[…]O Chaves no México é exibido todos os dias na hora do almoço há 50 anos. Quando vou ao banco, no cinema, ando na rua, vejo um público muito emotivo, o povo agradece, e isso é muito legal, acaricia meu coração[…] Não é a única [versão brasileira] no mundo. Estou acostumado, porque também tem no Peru, na Bolívia, na Colômbia, o seriado continua também, nem que seja 2 vezes na semana. Mas no Brasil, isso é uma coisa incrível, pois qualquer coisa que aconteça com seriado, é um sucesso.”

Também foi dirigida a ele a questão da possibilidade de assistir aos episódios completos (sem cortes) e em alta qualidade. Junto disso, comentou sobre o documentário produzido pelo filho do Ramón Valdez (interprete do Sr. Madruga).

“Estou comovido com isso, para mim também é uma emoção. Lembro de muitos episódios antigos que há muito tempo não eram assistidos, mas agora poderá se assistir de novo a esses episódios, e poderemos relembrar[…]O filho do Ramón Valdez está indo para o Brasil, para São Paulo esses dias, e está continuando um documentário com arquivo pessoal muito grande do Sr. Madruga, praticamente um tesouro. Vai ser muito legal.”

O ator então comentou sobre algumas situações dos bastidores e o sucesso de Chapolin no México.

“O Sr. Madruga era muito mais engraçado na vida real do que na tela. Éramos vizinhos[…] sim, sem dúvida. Tem que lembrar que Chapolin apareceu primeiro que Chaves, e foi um sucesso a princípio, porque foi um dos primeiros seriados de televisão onde usavam o Chroma Key, e isso foi uma novidade nos anos 1970. Hoje é muito fácil, mas as câmeras de televisão eram muito grandes e fechadas, e precisava de muita iluminação, então tinha que ficar de frente para o telão verde por horas, mas por ser novidade, o público gostava muito do Chapolin por isso.”

No final da entrevista, o ator teceu elogios à cultura brasileira, como a música, as pessoas e principalmente à comida. Foi comentada sobre a troca de Acapulco para Guarujá em uma versão da dublagem e uma declaração do repórter Gabriel ao ator sobre Chaves, além de grandes expectativas para a vinda do artista ao Brasil.

Para assistir a entrevista na íntegra acesse o vídeo disponível no Youtube da Rádio Geek.


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