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Homem-Formiga e a Vespa – Resenha

Escrito por em 14 de julho de 2018

Assim como a estreia de Homem Formiga (2015) veio logo após a de Vingadores: Era de Ultron, Homem Formiga e a Vespa vem na sequencia de Vingadores: Guerra Infinita. Ambos os filmes foram feitos com a intenção de serem filmes de menor escala que se sustentam fora das sequencias Marvel. Será que isso funcionou?

O filme é divertido, leve e ágil. Paul Rudd acerta o tempo da piada até quando a piada não é boa. Novamente com excelentes efeitos especiais, o filme mostra Michael Douglas e Michelle Pfeiffer jovens, rejuvenescidos digitalmente, coisa que a Marvel está pro! Já vimos esses efeitos rolando em Guardiões da Galáxia, Guerra Civil, Homem de Ferro e também vamos ver em Capitã Marvel. A brincadeira com a troca de proporções dos personagens e objetos de cena sempre diverte.

Dito isso…

 

Vamos entrar em detalhes. O filme está com problemas de edição, algumas cenas parecem ter sido cortadas para diminuir tempo de filme, criando certos problemas de ritmo e espaço; em alguns momentos o filme apela pra diálogos expositivos, explicando coisas sem naturalidade. Ao mesmo tempo, faltou ambientação e contexto pra outras. Depois de explicar os problemas com o filme, volto para as coisas boas, fiquem tranquilos.

Os produtores erraram feio quando disseram que os filmes iriam se sustentar por si, e pior, que tudo sobre o mundo subatômico que envolvia a Janet iria ser explicado. Nada disso acontece aqui, o que fica claro que vamos perder alguns minutos do próximo Vingadores com explicações que poderiam ter sido feitas nesse filme. Então nossa primeira pergunta foi respondida: o filme não se sustenta sozinho.

Desde o primeiro filme falavam muito do mundo subatômico, em como a Janet se sacrificou e ficou presa lá dentro, tudo parecia muito complexo. Agora até o visual da dimensão parece genérico, não impressiona, perde o ar de importância que tinha, principalmente quando vemos Hank chegando para resgatar a Janet, onde ele tira o capacete e anda normalmente como se houvesse gravidade lá. Coisas que talvez não fossem incômodas se não tivessem feito tanta promessa em cima. Como Janet sobreviveu? Como Janet possuiu o corpo de Hank? Como Janet conseguiu ajudar Ava com um toque? O mais próximo que temos de alguma resposta é quando Janet diz que se adaptou e até evoluiu enquanto estava no mundo subatômico, e depois, na cena pós-crédito avisa Scott que existem criaturas “fofas”, mas mortais lá dentro. Essas são as únicas falas sobre o que aconteceu com ela ou sobre o que ela viu durante os 30 anos e não seria difícil ter uma cena que explicasse um pouco mais e assim tornar o filme sustentável por si só, sem “roubar” tempo algum do próximo Vingadores. É uma parte bem preguiçosa do roteiro, que conta com a ideia de que por ser um filme de menor escala, não precisa de tanto detalhe.

Problemas com vilões fracos não é novidade nos filmes da Marvel. Os únicos vilões decente que tivemos até hoje foram Loki, Killmonger e Thanos. E estamos falando de 20 filmes! Em Homem Formiga e a Vespa não seria diferente. Temos uma vilã que logo descobrimos que não é bem uma vilã e um vilão completamente dispensável.

Ava (Fantasma) diz que preferia ter morrido com os pais, mas é capaz de ameaçar a vida de uma criança inocente para se manter viva. Como foi treinada para ser uma arma furtiva, Ava só conhecia caminhos extremos para conseguir o que queria. E isso poderia ter nos dado uma ótima história, mas o roteiro escolhe contar o passado dela todo de uma vez e de forma rápida, perdendo impacto de uma ligação maior que o espectador teria com a personagem. Já Sonny Burch é o típico vilão que está atrás de novas tecnologias para ser malvado e em nenhum momento nos faz temer pela vida das personagens. Ele parece existir apenas para dar vida a cena de perseguição, que foi bem engraçada, por sinal.

A Vespa/Hope ganhou muito destaque e é uma das melhores partes do filme. Esse destaque faz sentido, já que no primeiro filme vimos o quão magoada ela estava por não poder ajudar Hank e Scott. Mas infelizmente, para dar ênfase a personagem, usaram uma tática um tanto previsível e preguiçosa: “diminuíram” (sem trocadilhos) o Scott a um cara atrapalhado, menos confiante e inteligente, que só fazia besteiras quando estava ao lado de Hope. No primeiro filme vemos os dois sendo personagens super competentes e com uma ótima dinâmica, não precisaram diminuir um para o outro ter mais crédito.

Bom… vamos às coisas boas!

Se você só está a fim de um filme de aventura/comédia, vai se deliciar. Homem Formiga e a Vespa é um filme bem fácil de assistir. Os atores são muito bons e têm uma química incrível, um dos motivos pelo qual várias piadas funcionam. Michael Peña continua roubando algumas cenas de tão engraçado, Paul Rudd interpreta Michelle Pfeiffer sem parecer forçado e ainda temos as reações de Michael Douglas, que tornam tudo ainda mais cômico! Nas cenas de perseguição, todas as brincadeiras com proporções funcionam bem, seja com o Scott gigante ou do tamanho de uma criança no meio da escola de sua filha.

Se espera mais do universo em que se encontram, pode se decepcionar, mas ainda vai rir! O filme é quase um filler, mas isso as vezes não é tão ruim quanto parece. É divertido mesmo com diversos problemas no meio do caminho que podem ou não afetar a experiência do espectador.

O 3d não é necessário e a última cena pós-crédito também não ;D
Em compensação a primeira cena pós-crédito é do car****!

Nota: 7/10.


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