MCU Fase 3: Renovação e concretização do universo

Escrito por em 4 de junho de 2018

ATENÇÃO! ESSA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS DOS FILMES DO MARVEL STUDIOS. CASO NÃO QUEIRA DETALHES DO ENREDO, PARE DE LER AGORA MESMO.

A terceira parte do trajeto cinematográfico da Marvel, adicionando conceitos inéditos e preparando de vez o clímax desse universo.

Inicia-se a fase 3. O universo cinematográfico da Marvel estava cada vez mais perto do seu ápice, mas começou com dois pés na porta. O terceiro filme do Capitão América tinha um novo desafio: adaptar a saga mais marcante da década de 2000 dos quadrinhos da editora (Guerra Civil), além de possuir outras diversas funções, como apresentar os heróis Pantera Negra e Homem-Aranha e continuar a história do primeiro vingador e sua relação com Bucky Barnes, o Soldado Invernal. Com a maioria dos heróis apresentados até agora e as novas adições presentes no filme, cada um teve seus motivos para a apoiar ou não os chamados Acordos de Sokovia, tentativa do Governo de coordenar as ações dos heróis para evitar mais catástrofes como as ocorridas em Os Vingadores, Capitão América: Soldado Invernal, Vingadores: Era de Ultron e a mais recente, ocorrendo dentro do próprio filme, o incidente de Lagoos na Nigéria envolvendo a Feiticeira Escarlate.

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Capitão América: Guerra Civil – MARVEL ENTERTAINMENT

Homem de Ferro, Viúva Negra, Visão, Máquina de Combate, Homem-Aranha (descoberto por Tony Stark, pois até o momento atuava escondido) e Pantera Negra (que buscava vingança contra o Soldado Invernal, acusado de matar seu pai, T’Chaka) apoiaram os Acordos, enquanto Capitão América, Falcão, Soldado Invernal, Feiticeira Escarlate, Gavião Arqueiro e o recém apresentado Homem-Formiga ficaram contra. O ápice desse embate no filme se deu na Batalha do Aeroporto, onde vemos um vislumbre da capacidade da equipe técnica (direção, roteiro, etc) de lidar com um número maior de personagens em tela e destacar suas habilidades, tornando essa batalha uma espécie de prólogo para diversas cenas de Vingadores: Guerra Infinita.

Ao final do filme, os Vingadores se separaram graças ao conflito tanto do Acordo (tornando alguns heróis fugitivos e outros ficam em prisão domiciliar) quanto da luta final do Capitão América e do Homem de Ferro, já que, no controle da Hydra, Bucky Barnes matou os pais de Tony Stark, e Steve Rogers escondeu esse fato (revelado no filme pelo vilão Hemult Zemo) e lutou para proteger seu amigo. Pantera Negra leva Bucky para Wakanda na tentativa de curá-lo, podendo assim compensar sua perseguição a alguém inocente.

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Capitão América: Guerra Civil – MARVEL ENTERTAINMENT

Capitão América: Guerra Civil se tornou rapidamente um dos maiores filmes do estúdio pela sua importância dentro da narrativa que vinha sendo construída e pelas consequências que acabou gerando. Agradando muito público e crítica e se tornando a atualmente 4ª maior bilheteria do estúdio, o terceiro filme do sentinela da liberdade deixou sua marca.

Próximo nível: apresentar de forma definitiva a magia nesse universo, sem contar o conceito de realidades e mundos paralelos. É a vez de Doutor Estranho entrar em cena, se tornando rapidamente (e provavelmente, eternamente) o melhor filme no quesito fotografia e efeitos visuais, compensando ter sido visto em IMAX sem medo algum. Toda a importância do filme não se revela apenas nesses novos conceitos, mas em velhos conhecidos também, já que a Joia do Tempo está presente no filme, sendo o Olho de Agamoto, a principal arma do personagem junto de seu manto da levitação.

O enredo acompanha o neurocirurgião Stephen Strange, que após um acidente que tira o movimento de suas mãos, procura os mais diversos tipos de tratamento alternativo, que o leva a encontrar a anciã e o Kamar-Taj, apresentando para o médico até então arrogante, cético e prepotente como sua existência é minúscula em todo o multiverso, que apesar de extenso, possui sua fragilidade, sendo protegido pelos conhecedores das artes-místicas.

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Doutor Estranho – MARVEL ENTERTAINMENT

Críticas mistas (positiva para os efeitos e conceitos apresentados, negativa para o humor exagerado em certos momentos), e com uma bilheteria mediana se comparada no geral, mas até animadora para um filme de apresentação de personagem desconhecido, Doutor Estranho inicia sua carreira cinematográfica, e mesmo que suas continuações até o momento sejam um mistério de existência, sua presença no Universo Cinematográfico da Marvel estaria confirmada em pelo menos mais 2 filmes, sendo uma pequena participação em Thor: Ragnarok no ano seguinte e no maior evento super-heroico dos cinemas da década (jogando seguro com esse título).

Hora de retornar ao espaço. Depois do imenso sucesso de Guardiões da Galáxia, sua sequência era extremamente aguardada (e, por curiosidade, havia sido anunciada antes da estreia do primeiro filme), tornando um desafio para o diretor James Gunn, que deveria honrar seu projeto antecessor, mas ao mesmo tempo reafirmar o poder de seu nome na indústria de Hollywood.

Para superar esse desafio, sua proposta não foi superar o primeiro filme, mas sim aprofundar e responder algumas pontas soltas deixadas por ele, trabalhando bem as relações interpessoais e tornando o grupo uma espécie de “família”, tema recorrente do enredo, permitindo uma conexão maior do público com os personagens.

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Guardiões da Galáxia Vol. 2 – MARVEL ENTERTAINMENT

Se passando cronologicamente 4 meses após o primeiro longa, os guardiões enfurecem um grupo denominado de Os Soberanos (liderados por Ayesha, sua sumo-sacerdotisa) ao roubar suas baterias (que eles haviam protegido minutos atrás inclusive), e acabam cruzando com Ego, o planeta vivo pai de Peter Quill, e sua ajudante Mantis. Inicialmente a figura paterna que o Senhor das Estrelas sempre buscou, Ego na verdade se tornou a ameaça a ser enfrentada no terceiro ato, mostrando o quanto os poderes de um celestial são enormes, além de expandir mais uma vez com maestria a parte cósmica dessa grande história que veem sendo construída, sem contar a mensagem que nos é entregue: Às vezes, a coisa que você esteve buscando durante toda a sua vida, esteve ao seu lado o tempo todo, referência clara à relação de Peter Quill e “seus pais”, Ego e Yondu, com este tendo sua redenção finalizada durante seu sacrifício ao final do filme.

Guardiões da Galáxia Vol.2, assim como os dois próximos filmes (que unidos se tornam os lançamentos de 2017), foca mais em expandir o universo do personagem/equipe do que se conectar diretamente à Guerra Infinita, mas isso não os torna menos importantes, pois através desses longas-metragens os heróis obtiveram um desenvolvimento pessoal que acabaria contribuindo indiretamente no clímax desse universo. Com críticas positivas (apesar de menores em comparação ao anterior), e uma bilheteria mais do que satisfatória, o grupo de heróis forasteiros termina sua missão e estão “prontos” para o próximo passo.

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Guardiões da Galáxia Vol. 2 – MARVEL ENTERTAINMENT

Falando em desenvolvimento pessoal, Homem Aranha: De Volta ao Lar é um projeto que se encaixa perfeitamente nessa proposta, mostrando o recém-apresentado Homem-Aranha tendo que lidar com a dificuldade de dividir sua vida heroica com a vida cotidiana de um adolescente americano sob a tutela de Tony Stark. Porém, acaba se envolvendo em situações maiores quando acaba interferindo no esquema de contrabando do antagonista principal (Abutre) e “sumindo” de seus compromissos escolares.

Com uma história simples para um filme simples, Homem Aranha: De Volta Ao Lar teve uma boa recepção e uma excelente bilheteria, ajudando a comprovar que simplicidade não significa queda de qualidade, muito pelo contrário, tivemos um herói carismático enfrentando um dos melhores vilões desse universo, cujas motivações são as mais sinceras e, digamos, humana, casando perfeitamente com a mensagem do projeto e deixando um sorriso no rosto dos fãs de Peter Parker.

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Homem Aranha: De Volta ao Lar – MARVEL ENTERTAINMENT

Sentindo falta do Deus do Trovão? Calma, pois agora falaremos daquele que é facilmente o seu melhor filme. Depois da abordagem séria dos dois primeiros longas da trilogia não dando o resultado esperado, temos uma “libertação” total e exagerada aqui. Contratando um grande diretor de comédia e apostando no timing cômico de Chris Hesmworth (intérprete de Thor), a Marvel resolve fugir dos seus padrões (mesmo a maioria dos filmes contendo boa parcela humor) e fazer uma espécie de Road Movie espacial, cuja aventura seria ao mesmo tempo muito engraçada e frenética, com visuais coloridos e cenas de ação de tirar o fôlego, sem contar Immigrant Song, de Led Zepplin como música de fundo de algumas das melhores cenas do filme.

O filme/franquia que estava desacreditado surpreendeu mais que positivamente tanto em crítica quanto em bilheteria, agradando boa parcela do público e tornando seus personagens amados pelos fãs, além de reapresentar o Hulk e tornar Thor mais poderoso do que já era, tendo que enfrentar sua irmã mais velha Hela, a deusa da Morte, responsável por destruir seu Mjolnir e por iniciar o Ragnarok (considerado o fim dos tempos para os asgardianos), ao lado também de Loki, Heimdall e a recém-chegada Valkíria.

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Thor: Ragnarok – MARVEL ENTERTAINMENT

Finalizando a história de Odin e Asgard como conheciamos, Thor: Ragnarok termina com o deus do trovão se tornando o líder do povo asgardiano, junto de seus aliados. Entretanto, a paz aparentemente conquistada não dura muito tempo, pois em sua primeira cena pós-créditos, a nave de Thanos e da Ordem Negra paira à frente dos sobreviventes. Guerra Infinita estava “tocando a campainha” e não demoraria muito para entrar tendo o convite ou não para a festa.

Mas como estava a Terra enquanto tudo isso acontecia? Após Capitão América: Guerra Civil, apenas o Homem-Aranha teve uma história a ser contada? Claro que não. Seu colega apresentado também no mesmo filme deveria receber seu filme solo. E que filme! Pantera Negra é de longe o filme solo mais popular de introdução ao universo de um personagem da Marvel, sem contar sua importância cultural e política, além da representatividade que carrega.

T’Challa teve de encarar diversos obstáculos quando assumiu o trono de seu país, passando pela aceitação pública, rituais característicos e enfrentar seu primo Erik Killmonger, que apesar de atitudes radicais, continha uma certa razão em seu discurso, afinal, o isolacionismo que Wakanda adotou em todos esses anos não auxiliou as comunidades negras periféricas do mundo, e a tecnologia wakandiana poderia contribuir para a humanidade como um todo. O Pantera Negra até pode ter vencido a rebelião, mas mudou ideologicamente, abrindo Wakanda para o mundo.

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Pantera Negra – MARVEL ENTERTAINMENT

Misturando tradição e inovação, conceitos tribais com tecnologia, Wakanda é o local cuja fonte de Vibranium (metal mais resistente desse universo) é a mais alta (e provavelmente única) do mundo, sem contar que possui a tecnologia mais avançada do planeta, tornando o lar do Pantera não só importante por sua excelente recepção tanto de público quanto de crítica, e muito menos é a nação mais rica do mundo por sua impressionante e arrasadora bilheteria, já que Wakanda seria 2 meses depois placo da maior batalha desse universo.

 

E aí. O que achou dessa matéria? Logo teremos mais conteúdo sobre o universo da Marvel e dos Super Heróis. Por enquanto, deixe seus comentários! 😉


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