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Thassia Ohphata / Correspondente Internacional - Japão


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Caia de cabeça na cultura japonesa!

Hajimemashite!

Olá, ouvintes da Rádio Geek! Aqui é a Thassia Ohphata e vou trazer aqui para vocês um pouquinho sobre o Japão, terra dos meus bisavós e meu “lar” desde 2005. Como diriam os japoneses: hajimemashite yoroshiku onegaishimasu – expressão em japonês que significa “muito prazer”.

Sou jornalista, virginiana, criada em Suzano (SP), bisneta de japoneses, 35 anos. Trabalho hoje numa revista voltada para comunidade brasileira que vive aqui do outro lado do mundo. Em tempo: hoje são cerca de 200 mil brasileiros no Japão, uma outra hora conto mais sobre isso!

A primeira vez que vim ao Japão foi em junho de 2005. Recém-formada, deixei a casa dos meus pais e encarei a proposta de trabalhar num jornal semanal voltado para os brasileiros. Foram quatro anos de muito trabalho, aprendizado e, principalmente, de crescimento pessoal.

Em junho de 2009, decidi retornar ao Brasil com a ideia de não voltar mais para cá. Estava recomeçando a minha vida e a minha profissão no país, quando recebi uma nova proposta para voltar ao Japão. Depois de sete meses, em janeiro de 2010, estava de novo no outro lado do mundo, dessa vez para trabalhar na revista Alternativa, onde estou até hoje.

Vocês devem estar se perguntando. Como é viver no Japão por tanto tempo? Hoje, posso dizer que esse é o meu lar. O lugar que, após um mês fora, você sente saudades. Sente falta do respeito, da cordialidade, da pontualidade e da segurança que só o Japão tem. Não há outro lugar no mundo que consiga misturar tradição e modernidade, em que a organização e o senso do coletivo parecem fazer parte do DNA das pessoas.

Aqui não existe o “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas. Sim, os japoneses são certinhos. E até demais. É isso que garante o bom funcionamento e a organização da sociedade, mas, ao mesmo tempo, cria uma pressão gigantesca nas pessoas. Basta passar um tempinho aqui para entender isso. Não é à toa que os índices de suicídio são um dos maiores do mundo. Tanto que é comum ver trens em Tóquio paralisados por causa de alguém que resolveu acabar com a vida se jogando na linha férrea.

Viver no Japão também é ter que se acostumar a conviver com a fúria da mãe natureza. Aqui, temos tufões, erupções de vulcões e terremotos que assustam bastante. Brinco dizendo que vivemos numa panela de pressão, que uma hora irá explodir.

Nem tudo aqui é perfeito. A vida aqui tem os seus prós e contras. Mas, para mim, enquanto os prós existirem, vou ficando, ficando…