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Remasters e Remakes nos Games

Escrito por em 5 de maio de 2018

Sempre criticado pelos fãs, os Remakes e Remasters dos games ganham cada dia mais força.

A oitava geração de consoles está no mercado desde o fim de 2013, e, durante todo esse tempo, games continuam a serem lançados. Nessa nova geração algo não tão novo, ou pelo menos não tão constante, veio à tona: os Remakes e os Remasters

Os Remasters caracterizam-se por serem, basicamente, portes para outras plataformas. Um exemplo seria Heavy Rain, que ganhou um porte para PS4, melhorando apenas sua resolução. É importante ressaltar que Remasters podem ter melhorias em outros aspectos, como o Framerate (FPS).

(Heavy Rain – PS3 (2010) vs. Ps4 (2016) – Remaster)

 

Já os Remakes são “portes” mais elaborados, onde é investido todo um trabalho com a finalidade de recriar texturas, ambientes, som e até a gameplay do game. Geralmente é feito com um game mais antigo, como Shadow Of The Colossus (foto no começo da matéria) e a trilogia do Crash Bandicoot.

(Crash Bandicoot – PS1 (1996) vs. PS4 (2017) – Remake)

 

Mas, por que essas práticas só agora?

Devido à grande quantidade de jogadores que retornaram aos consoles nessa geração, as empresas decidiram investir nessa ideia de trazer um game especial de volta, para que todos, desde os que não tiveram a oportunidade de jogar até os que querem matar a saudade, possam aproveitar esses games em suas versões “melhoradas”. São mais de 100 milhões de consoles (PS4 e Xbox One) vendidos e as empresas só tem a ganhar quando disponibilizam tal produto em nossas mãos.

Outro motivo é mostrar a relevância da franquia. Lançando o game anterior remasterizado e depois de um tempo a sequência, faz com que mais players se interessem em adquirir o lançamento. De exemplo podemos citar a Nathan Drake Collection (PS4 – 2015 – Inclui os Uncharteds 1, 2 e 3 remasterizados) e o Uncharted 4 (PS4 – 2016 – Sequência da franquia).

Particularmente acredito que o fator nostalgia fala mais alto quando o quesito são Remakes e Remasters. Ao proporcionar, novamente, um game ou coletânea de sucesso, os players que não têm contato com a franquia há tempo tendem a adquirir para sentirem o gostinho de jogar algo antes limitado a plataformas mais antigas. Isso aconteceu comigo quando a Blind Squirrel e a 2K lançaram um Remaster da coletânea Bioshock. Depois de tanto tempo que joguei no PC, comprei essa nova versão para reviver as tão fantásticas experiências em Rapture e Columbia.

(Bioshock 2 – PS3 (2010) vs. PS4 (2016) – Remaster)

Remasters: Money over Nostalgia?

Um grande problema dos Remakes e Remasters hoje em dia (e a principal reclamação da comunidade) é a grande quantidade de “lançamentos” desse tipo, muitas vezes desnecessária, que acaba saturando o mercado de jogos com títulos que já deram as caras no passado. O intuito das empresas nessa posição é de apenas ganhar dinheiro. Acontece que nem todos os games são “elegíveis”, porque cá entre nós, quem vai comprar um jogo ruim pela, talvez, segunda vez?!

Relançar um game, mesmo que todo refeito, requer, além de um conhecimento sobre a comunidade, um bom senso geral da empresa. Por muitas vezes um games que já teve sua época recebe uma “nova” versão e acaba se tornando banal na visão do público. Destaque para o que a Bethesda fez com Skyim, lançando o mesmo para, literalmente, todas as plataformas possíveis (lançaram até para a Realidade Virtual – VR).

(The Elder Scrolls V: Skyrim e suas tantas versões ao longo de 2011 – 2016)

 

Outro problema envolvendo esse tipo de prática é o famoso “preço cheio”. Empresas relançam seus games, mudam muito pouco e cobram o preço de um produto novo. É uma prática um tanto quanto desagradável, levando em conta que diversas vezes apenas a resolução é melhorada. Quando o FPS é melhorado junto já é de se admirar, infelizmente.

(Dark Souls vai receber sua versão Remaster em 25 de maio. Aqui no Brasil vem custando R$180, preço de um lançamento NOVO!)

 

 Mas… e os Remakes?!

Certamente Remakes são, em sua grande maioria, bem melhores que os Remasters. A dedicação da produtora em modificar diversos elementos do game (texturas, sons, etc.) faz com que pareça valer muito mais a pena, considerando que tudo (ou quase) foi mudado para melhor.

Acontece que Remakes exigem tempo, e, não só no mundo dos games, tempo é dinheiro, meus amigos. As empresas, ao decidirem por um Remake, são obrigadas a pagarem uma outra produtora menor para dar cabo da tarefa, visto que devem manter os projetos principais a todo vapor.

(Ratchet and Clank – 2016 – Remake feito pelo estúdio Insomniac em parceria com a SONY)

 

Não tendo Remakes como foco e isso saindo ainda mais caro, as produtoras preferem optar pelo Remaster, fazendo com que, como citado anteriormente, o mercado de games fique saturado com títulos e mais títulos que já foram lançados e que agora tentam conseguir (novamente ou pela primeira vez) um lugar de glória entre os tantos produtos badalados do momento.

Lutar contra é a solução?

Quando se é contra as micro transações e impostos sobre os games é sim a solução, mas não nesse caso. Os Remakes e Remasters são feitos pelas empresas com alguns propósitos já citados (dinheiro, relevância da franquia), mas para nós, jogadores, eles têm uma finalidade positiva, nos dando uma oportunidade de aproveitar pela primeira vez ou de novo aquele game que tanto amamos.

O que devemos fazer é ficar sempre em alerta quanto ao preço e a qualidade do produto entregue por meio dessas duas práticas. Apesar do mercado saturado, a comunidade só tem a ganhar com a biblioteca de games aumentando cada vez mais. É sempre bom lembrar: NINGUÉM É OBRIGADO A COMPRAR REMAKES E REMASTERS (mesmo porque 90% não valem realmente a pena), mas se você gosta de um produto e ele foi relançado, não hesite, pesquise preços e compre! Vai garantir muitas horas de diversão.

Sugestões de Remakes e Remasters

Deixo aqui algumas sugestões de bons jogos nesse estilo, vale a pena dar uma olhada.

  • Shadow of The Colossus – Versão de PS4 lançada no começo de 2018, é um belíssimo Remake.
  • The Ezio Collection – coletânea com os 3 jogos do Ezio em Assassin’s Creed (AC II – AC Brotherhood – AC Revelations). Disponível para PS4 e Xbox One.
  • Série Gears of War – Os “Gears” estão disponíveis na loja da Microsoft, tanto para Windows 10, quanto para Xbox One. É mais um porte dos 3 primeiros jogos, mas não deixa de valer a pena.
  • Bioshock Collection – Remaster com os 3 jogos da série, disponível para PS4, One e PC
  • Nathan Drake Collection – Disponibiliza para o PS4 os 3 primeiros jogos da série Uncharted, com visuais e Framerate melhorados.

 

 

 


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