Ryosuke Hara, produtor de Digimon Story: Time Stranger, voltou a tocar em um tema que sempre gera debate entre fãs: as inevitáveis comparações com Pokémon.
Em entrevista recente, o desenvolvedor japonês reconheceu pontos em comum entre as duas séries, mas garantiu que os conceitos centrais e o apelo de cada universo seguem caminhos próprios.
Digimon é muito diferente de Pokémon, lembra o produtor
Hara admitiu que o modelo de colecionar criaturas digitais aproxima Digimon de Pokémon aos olhos do grande público. Ainda assim, ele enxerga diferenças claras na forma como cada franquia constrói sua identidade e engaja os jogadores. “Existem semelhanças, mas cada marca tem forças particulares”, disse.
Segundo o produtor, os contrastes ficarão evidentes assim que o público colocar as mãos em Digimon Story: Time Stranger. A Bandai Namco aposta em mecânicas próprias, desde o desenvolvimento evolutivo dos monstrinhos até a narrativa focada em missões de investigação.
Para garantir que todos percebam isso, a equipe incluiu um protagonista curioso: um agente secreto que sequer sabe o que são Digimon. A escolha, de acordo com Hara, facilita a imersão de quem chega agora e evita que o enredo dependa de conhecimento prévio do universo.
Enredo acolhe iniciantes e reforça identidade da série
Time Stranger coloca o jogador na pele desse agente infiltrado, encarregado de desvendar uma conspiração envolvendo mundos digitais. O enredo foi pensado para apresentar, passo a passo, o funcionamento dos digivices, as linhas evolutivas e a lógica dos combates por turnos.
Imagem: Bruno Galvão
Por que essa estratégia faz sentido?
Hara acredita que situar um novato dentro da história reforça a mensagem principal: Digimon não é Pokémon. Ao descobrir cada criatura junto com o protagonista, o jogador percebe nuances exclusivas, como a possibilidade de digievoluções múltiplas baseadas em atributos específicos.
A abordagem também serve como convite para quem sempre viu Digimon de fora. Sem pressão para conhecer temporadas antigas do anime ou sistemas complexos de jogos anteriores, a porta de entrada fica mais acessível.
O produtor encerrou lembrando que a equipe não pretende competir diretamente com Pokémon, mas sim destacar o que torna sua saga singular. Se depender da Bandai Namco — e do discurso firme de Hara —, Time Stranger chegará ao mercado como mais um passo para consolidar a identidade digital dos monstrinhos. O OrdemGeek seguirá de olho em cada novidade sobre o lançamento.
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