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Criador de Dragon Quest vê Final Fantasy X como “perfeição suprema” da franquia

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Yuji Horii, mente por trás de Dragon Quest, revisitou a rivalidade entre sua criação e a saga Final Fantasy em recente entrevista à revista Game Informer. A conversa rendeu uma declaração marcante: para o designer, Final Fantasy X representa a “perfeição suprema” da série da Square Enix.

Apesar de reconhecer o sucesso global de Final Fantasy VII, Horii explicou que, em seu ponto de vista, o décimo capítulo elevou todos os aspectos que definem a franquia. O comentário reacende o debate sobre o que torna um JRPG memorável, algo que sempre interessa aos leitores do OrdemGeek.

A perfeição suprema de Final Fantasy, segundo Horii

Quando perguntado sobre qual jogo da série da Square Enix mais o marcou, Horii não titubeou: “Quando vi Final Fantasy X, senti que aquela era a perfeição suprema de Final Fantasy”. Para ele, o título lançado em 2001 reuniu narrativa, trilha sonora e mecânicas de forma exemplar.

A opinião ganha peso por vir de alguém que, durante anos, acompanhou cada movimento da antiga rival. Horii contou que admirava a forma como a equipe de Final Fantasy desenvolvia protagonistas falantes, algo que contrasta com o protagonista silencioso típico de Dragon Quest.

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Segundo o criador, essa escolha de design define a experiência de cada franquia. Em Dragon Quest, o jogador “se torna” o herói; em Final Fantasy, ele “assiste” à jornada de um personagem. Para Horii, Final Fantasy X soube explorar essa proposta ao máximo, fortalecendo a imersão por meio de diálogos e cenas cinematográficas.

Disputa histórica entre Final Fantasy e Dragon Quest

Antes da fusão que originou a Square Enix em 2003, Squaresoft e Enix travaram uma disputa direta pelo coração dos fãs de JRPG no Japão. Entre 1986 e 2002, cada lançamento significava um novo round dessa batalha que dividia gerações de jogadores de NES, SNES e, depois, PlayStation.

No Ocidente, a “explosão” veio com Final Fantasy VII em 1997, mas, no Japão, Dragon Quest manteve liderança consistente em vendas. Mesmo assim, Horii garante que não via a série da Squaresoft como inimiga, e sim como inspiração para continuar evoluindo seu próprio trabalho.

Protagonistas falantes vs. silenciosos

Para Horii, a essência da rivalidade estava na escolha de como contar histórias. Final Fantasy apostava em heróis com personalidade definida, capazes de dialogar e expressar emoções complexas. Dragon Quest, ao contrário, deixava esse espaço para o jogador preencher, garantindo identificação imediata.

Essa diferença conceitual permanece relevante até hoje, influenciando novos títulos de ambas as franquias e mostrando que, mesmo após a fusão, cada série preserva sua própria identidade. No fim das contas, a “perfeição suprema de Final Fantasy” citada por Horii reforça o valor da diversidade dentro do universo dos JRPGs.

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