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Doom ganha nova tela: impressora térmica reproduz cada frame do clássico de 1993

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Imagine jogar Doom e, em vez de ver tudo no monitor, assistir à ação se materializando em um rolo de papel térmico. Foi exatamente isso que o youtuber Jon Bringus conseguiu ao transformar uma impressora de recibos em uma espécie de “console analógico”.

O resultado? Uma pilha de bobinas gastas, um lag de cerca de quatro segundos e um registro físico de cada movimento, tiro e explosão do shooter mais famoso dos anos 90. A façanha virou assunto no OrdemGeek e mostra até onde a criatividade pode levar quem curte mods radicais.

Doom na impressora térmica: como tudo começou

Bringus partiu de uma Epson M287D, equipamento corporativo que já traz um computador completo embutido. Dentro do chassi há um processador Intel Atom N2800 de 1,86 GHz, 4 GB de RAM DDR3 e um HD de 500 GB rodando Windows 7 Professional 32 bits — a única combinação capaz de ativar a GPU GMA 3600 com aceleração.

Depois de testar distribuições Linux e até regravar a BIOS para liberar UEFI de 64 bits, o criador percebeu que só o velho Windows entregava drivers funcionais. Com o sistema estável, ele escreveu um software que captura a saída de vídeo, converte a imagem em tons de preto e branco com dithering e envia a sequência para a impressora, definindo FPS, brilho e contraste.

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O principal desafio foi o calor: áreas escuras exigem mais do cabeçote térmico, fazendo o equipamento “gritar” quando se aproxima do superaquecimento. Um ventilador de servidor apontado para a abertura frontal resolveu parte do problema, permitindo sessões mais longas sem travamentos.

Doom ganha nova tela: impressora térmica reproduz cada frame do clássico de 1993 - Imagem do artigo original

Imagem: Divulgação

Do monitor ao papel: quando o gameplay vira storyboard

Rodando em resolução baixa e renderização por software, Doom se transforma em uma longa fita que lembra os prints do antigo Game Boy Printer, só que no tamanho de um recibo de supermercado. Os quadros impressos possuem alto contraste e revelam detalhes surpreendentes, tornando o material digno de moldura, segundo o próprio Bringus.

Lag alto, experiência única

O atraso de cerca de quatro segundos entre o comando no teclado e a imagem no papel torna qualquer reação impossível. Mesmo assim, ver os inimigos, portas e efeitos surgindo em sequência física dá ao clássico uma camada quase artística.

Half-Life, Half-Life 2 e Portal 2 também passaram pelo teste, mas a jogabilidade se perdeu diante das filas de impressão bagunçadas e do papel sendo sugado pelo cooler improvisado. Ainda assim, as tiras renderam imagens fotogênicas dos corredores de Black Mesa, provando que o conceito funciona além de Doom.

No fim, o projeto demonstra que hardware antigo, combinado a um punhado de drivers esquecidos e muita paciência, ainda pode surpreender. Já pensou qual será o próximo dispositivo a receber o shooter?

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