A semana da Black Friday costuma ser o momento mais quente do ano para quem vende consoles. Desta vez, porém, o cenário chamou atenção: o PlayStation liderou com folga, enquanto o Xbox nem apareceu entre os três primeiros.
Dados da empresa de análise Circana, compilados pelo especialista Mat Piscatella, revelam que o PS5 dominou as prateleiras de 22 a 29 de novembro. Já o Series X|S, sem qualquer corte de preço oficial, viu a concorrência — e até um dispositivo inesperado — tomar seu espaço.
PlayStation vence a Black Friday com 47% das vendas
Segundo Piscatella, o PlayStation 5 concentrou 47 % de todos os consoles vendidos nos Estados Unidos durante a semana promocional. O resultado repete o que consumidores brasileiros também perceberam: descontos de até 40 % caíram como um imã para quem aguardava a melhor hora de comprar.
Tanto a versão digital quanto a edição com leitor de discos ficaram abaixo dos valores praticados após os aumentos de preço de 2023. Essa queda repentina puxou o ticket médio para baixo e colocou o aparelho no topo do ranking.
Em segundo lugar ficou o Nintendo Switch 2, responsável por 24 % das unidades. Já a terceira posição surpreendeu: o NEX Playground, plataforma Android com sensores de movimento voltada ao público infantil, alcançou 14 % de participação e empurrou o Xbox para fora do pódio.
Descontos agressivos impulsionam o PS5
O troféu de “PlayStation vence a Black Friday” não veio por acaso. Grandes redes varejistas ofereceram combos de jogos e cortes de preço relâmpago, estratégia que transformou a vitrine do PS5 em oportunidade rara. Quem monitorou preços percebeu que, em muitos casos, o console da Sony custava menos que o valor de tabela original lançado em 2020.
Esse cenário liga um alerta para o futuro: com custos de componentes como RAM e SSD subindo, nem sempre haverá margem para liquidações tão agressivas. Por isso, especialistas sugerem que a corrida por estoques promocionais deve ficar ainda mais acirrada nos próximos anos.
Imagem: Divulgação
Estratégia da Microsoft prioriza serviços e deixa consoles sem promoção
Enquanto o PlayStation vence a Black Friday, a Microsoft apostou em outra via: manter os preços do Xbox Series X em altos 650 dólares e concentrar esforços em software, Game Pass e nuvem. Sem incentivo no preço, a participação de mercado não reagiu ao período promocional, reforçando a mudança de foco da empresa.
Relatórios de varejistas indicam até redução de unidades enviadas às lojas, movimento que tirou o console das gôndolas de redes como a Costco nos EUA e no Reino Unido. O recado é claro: hardware já não é a prioridade absoluta em Redmond.
Em paralelo, o uso do xCloud vem crescendo, mas a companhia evita divulgar números de assinantes. Analistas acreditam que o próximo Xbox seja um produto premium, lançado num mercado cada vez mais fragmentado, com rivais como o Steam Machine previsto para 2026.
No fim das contas, o desempenho discrepante desta Black Friday mostra que políticas de preço continuam definindo quem conquista o jogador no curto prazo. E, aqui na OrdemGeek, seguimos de olho para ver se a Microsoft voltará a brigar peso a peso na próxima rodada promocional ou se dobrará a aposta nos serviços.
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