Um detalhe quase despercebido nos registros do sindicato IATSE acendeu a luz verde que os fãs esperavam: “Shang-Chi 2” entrou oficialmente na lista de produções com previsão de filmagem para o segundo semestre de 2025. É o primeiro movimento concreto desde que o herói estreou em 2021 — e a informação saiu poucas semanas depois de Destin Daniel Cretton deixar a direção de “Avengers: The Kang Dynasty”.
Nos bastidores, o sinal reforça que a Marvel quer posicionar Shang-Chi como peça de transição imediata após “Avengers: Doomsday”, hoje agendado para maio de 2026. Se o cronograma se mantiver, o mestre do kung fu ocupará a vaga do “6º filme” misterioso que o estúdio confirmou recentemente, evitando o vácuo que ameaçava a fase 6.
Movimentação interna revela mudança de prioridades
Segundo fontes próximas à produtora, o tratamento de roteiro já circula entre chefes de departamento com o título provisório “Wreckage of Time”, sinal de que a trama deve lidar diretamente com as distorções temporais abertas pelo multiverso. O ponto é estratégico: ao retirar Cretton da cadeira de “Kang Dynasty”, o estúdio libera o diretor para lapidar a continuidade imediata, sem repetir o gargalo criativo que atrasou “Blade” e “Fantastic Four”.
A decisão também serve de válvula para esfriar a dependência de vilões multiversais, hoje sob risco jurídico por causa de Jonathan Majors. Colocar Shang-Chi no centro de um arco próprio — amarrado ao místico Dez Anéis apresentado no primeiro filme — oferece à Marvel um caminho paralelo caso precise reescalar (ou descartar) Kang antes do lançamento.
Por que isso importa agora para o MCU
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” não só foi a estreia mais rentável da era pandêmica, como entregou ao estúdio um herói bem‐avaliado num momento em que nomes clássicos estão fora de combate. Trazer de volta Simu Liu, Awkwafina e Michelle Yeoh garante apelo global num período em que a Marvel precisa reconquistar bilheteria na Ásia, mercado que esfriou após “Endgame”.
Além disso, o filme pode funcionar como ante-sala para o crossover da antiga linha Netflix, previsto para 2027 caso “Avengers: Doomsday” confirme o reset do MCU. O kung fu coreografado de Shang-Chi dialoga diretamente com a pegada urbana de “Daredevil: Born Again”, cujo uniforme carcerário vazado já indica um tom mais sombrio (veja aqui). A convergência pode ser a chave para a “fase street” que Kevin Feige tenta emplacar desde o cancelamento de “She-Hulk”.
O detalhe que quase passou batido
O registro sindical lista um endereço de produção em Sydney, o mesmo estúdio onde foram filmadas as sequências de luta do primeiro filme. Isso garante retorno da equipe australiana especializada em wire-fu e, mais importante, sinaliza redução de custos — a Marvel reaproveitará cenários já construídos, como a vila de Ta Lo. Em tempos de corte de orçamento e revisão de pipeline, cada dólar economizado amplia a chance de o projeto não sofrer as reviravoltas que atingiram “Armor Wars” e “Echo”.
Se nada derrapar, “Shang-Chi 2” deve chegar aos cinemas no fim de 2026, fechando o ano que marcará o teste de fogo do novo plano plurianual da Marvel. Para quem duvidava do retorno do herói, o silêncio foi finalmente quebrado — e com data para começar a gritar alto.
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