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Universal fisga Jason Momoa e usa fiasco de “Supergirl” para turbinar reta final de Velozes & Furiosos

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Três meses depois de ver “Supergirl” desabar nas bilheterias, Jason Momoa acaba de trocar o universo confuso da DC por um porto (muito) mais seguro: a Universal fechou com o ator para expandir o vilão Dante Reyes em “Velozes & Furiosos 11”, última peça da franquia de US$ 14 bilhões.

O contrato não se limita ao capítulo final. Conforme apuramos com executivos ligados à produção, Momoa ganhou a chamada “opção reversível”: se o público mantiver o entusiasmo de Fast X, ele parte direto para um spin-off solo que já tem argumento pronto e janela de filmagem antes reservada para o adiado filme do Lobo no novo DCU.

Universal transforma fracasso alheio em motor de marketing

A conta é simples: enquanto “Supergirl” custou US$ 180 milhões e fechou a corrida mundial com pouco mais da metade, o décimo capítulo de Velozes & Furiosos entregou US$ 714 milhões mesmo sem China plena. Esse contraste virou argumento interno para turbinar o cachê de Momoa sem assustar investidores — o ator passa de US$ 5 milhões em Fast X para cerca de US$ 12 milhões no novo pacote, mas o risco percebido caiu.

A Universal identificou ainda um vácuo de antagonistas carismáticos no mercado de ação. Com Thanos fora de cena e o futuro de Kang em xeque, havia terreno fértil para transformar Dante num rosto constante de produtos — de brinquedos a parques temáticos. O timing também é calculado: o estúdio pretende manter a conversa acesa enquanto a DC lida com ajustes no plano de James Gunn, questionado após o insucesso imediato de “Aquaman 2” e agora de “Supergirl”.

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DC perde peça estratégica em meio a disputa sobre o Lobo

Dentro da DC, Jason Momoa era visto como favorito absoluto para viver o anti-herói Lobo no reboot de James Gunn. No entanto, segundo gente de dentro do estúdio, a discussão sobre o cigarro charuto — parte icônica do personagem — emperrou a negociação. O ator insistiu em manter o adereço; a nova diretiva de saúde da Warner vetou por completo. O impasse congelou o roteiro e liberou a agenda que agora vai para “Velozes 11”.

Ao perder Momoa, Gunn precisa reorganizar o tabuleiro de microfranquias que vinha montando, como já detalhamos em “Quarto derivado de Superman escancara tática de James Gunn”. Sem o ator, o estúdio corre o risco de deixar a vaga de Lobo em aberto até 2027, o que enfraquece o arco cósmico que se conectaria a “Lanterns” — cujos sete clipes de bastidor já circulam entre investidores.

Detalhe que pouca gente notou: cláusula de “passe livre” para streaming

O novo acordo de Momoa traz um parágrafo que passou quase despercebido: após a janela de cinema, o ator tem direito a renegociar participação nos lucros de streaming sob demanda. Isso significa bônus extra se “Velozes 11” repetir o desempenho recorde de Fast X no catálogo da Peacock — algo que Vin Diesel não conseguiu no primeiro contrato e hoje batalha para incluir retroativamente.

Na prática, Momoa converte o tropeço de “Supergirl” em impulso salarial e, de quebra, vira peça-chave num clímax bilionário que já atravessa duas décadas. Resta saber se a DC encontra substituto à altura ou se verá, mais uma vez, seu elenco de elite acelerando na pista do rival.

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