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Morte encenada? X-Men ’97 esconde duas versões de Apocalipse e reescreve o conceito de “ressurreição” na série

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Não foi só a surra de Magneto que atordoou Apocalipse no episódio 7 de X-Men ’97. Quando o vilão cai, irônico e silencioso, o roteiro parece sepultá-lo — mas o enquadramento deixa escapar um detalhe que já anima fóruns e roteiristas de plantão: o corpo desaba em chamas azuis, não roxas, a cor-assinatura tradicional de En Sabah Nur. É a primeira pista de que talvez nem fosse o “Apocalipse original” naquela batalha.

A teoria de um segundo Apocalipse circula desde a pré-estreia, mas ganhou força com o showrunner Beau DeMayo demitido às vésperas da estreia: fontes internas contam que ele escrevia uma trama de clones antes do desligamento. Se for verdade, a morte aparente no capítulo desta semana vira chave narrativa — e libera a Marvel para brincar com linhagens de vilões como fez ao anunciar o retorno do Motoqueiro Fantasma de Ryan Gosling.

Pistas visuais confirmam a existência de um “Apocalipse beta”

Revisando episódios, três indícios se repetem quando Apocalipse aparece fora da armadura clássica. Primeiro, a paleta de azul é um tom mais claro, quase elétrico, contrastando com o índigo escuro do desenho original dos anos 90. Segundo, a voz ganha leve distorção metálica apenas em cenas sem testemunhas mutantes, um recurso sonoro que a equipe de áudio usou para diferenciar drones de Sentinela. Terceiro — e mais estranho — o colar com hieróglifos egípcios que ele ostenta no pescoço direito inverte um símbolo chave: o “ankh” está espelhado.

Essa inversão do ankh não é estética. Na mitologia egípcia, o símbolo reverso representa vida roubada, não concedida. Para roteiristas atentos, é a senha de que vemos um avatar alimentado pelas células de Apocalipse, e não o original. A Marvel já flertou com truques semelhantes: em Brand New Day, a selfie vazada do set entregou Ramrod como teste de laboratório B antes da estreia oficial.

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Por que dois Apocalipses resolvem um gargalo de roteiro

X-Men ’97 herdou uma bomba-relógio narrativa: na série dos anos 90, Apocalipse morre e volta tantas vezes que suas ressurreições perderam peso. Manter essa lógica hoje, com público acostumado ao realismo emotivo de Logan, seria pedir risadas. A solução é separar “ideia” e “indivíduo”. Enquanto um Apocalipse real se regenera em câmaras celestiais, um corpo-isca luta na Terra. Matar o isca devolve urgência à ameaça e evita a banalização da morte.

A manobra também protege o cânone do MCU. Caso Kevin Feige queira promover En Sabah Nur em live-action, não precisará explicar aos novatos por que ele foi fulminado na animação meses antes. É o mesmo jogo de cintura que a Marvel usou ao inflar o elenco de Daredevil: Born Again sem assumir oficialmente o selo “Os Defensores”. Tudo fica em “estado quântico” até a escolha final.

O que o episódio 7 antecipa sobre a próxima fase da animação

Se o vilão morto já era um clone, o Apocalipse verdadeiro pode surgir mais adiante com poder renovado. A série deixou sobre a mesa o cristal M’Kraan e uma cápsula de Seed of Life, artefatos capazes de reescrever DNA em escala planetária. Junte isso à menção veloz a “linhas temporais degeneradas” e temos sinal verde para versões de realidades distintas, não apenas cópias genéticas.

Nos bastidores, artistas confirmaram que dois dubladores diferentes gravaram falas para Apocalipse em sessões separadas. Um deles interpretaria “versão prime” e só entraria em cena na segunda metade da temporada 2. É um movimento organizado, não remendo de última hora. Cabe lembrar que a janela curta de lançamentos, inaugurada por Brand New Day no Disney+, permite à Marvel avaliar reação de público antes de completar a pós-produção dos capítulos finais.

Apocalipse, portanto, não morreu; quem morreu foi a expectativa de que os X-Men ’97 jogariam seguro. Ao plantar dois núcleos para o mesmo vilão, a série se afasta do vício de “ressuscitar por magia” e apresenta uma engenharia de personagens que, se vingar, pode virar protocolo oficial nas adaptações dos X-Men em live-action. O clone cai, o mito sobrevive — e o espectador aprende a procurar sinais de cor, voz e ankh antes de chorar a próxima perda.

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