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Lanterns mata Hal Jordan no piloto, mas showrunners prometem virada no episódio 8

Hal Jordan cai morto na última cena do episódio de estreia de Lanterns e o choque foi tão grande que os fãs inundaram as redes sociais com teorias sobre substituição de protagonista e crise de bastidores. Horas depois, os showrunners Chris Mundy e Damon Lindelof quebraram o silêncio: “só conversem de novo sobre isso depois que assistirem ao episódio 8”.

O aviso, colocado em entrevista oficial à imprensa norte-americana, não é mero controle de danos. Ele revela um movimento calculado da DC Studios para reposicionar não só a linha de frente dos Lanternas, mas todo o pódio de heróis cósmicos do novo DCU — estratégia que já dava sinais em mudanças como a nova origem de Abin Sur e a escolha de Guy Gardner como peça central.

Choque calculado: por que a série precisava derrubar Hal Jordan já no começo

Dentro da própria mitologia verde, Hal sempre foi o “sol” em torno do qual os outros Lanternas orbitavam. Matá-lo no minuto final do piloto libera a narrativa para duas manobras: empurre John Stewart para o protagonismo investigativo e, ao mesmo tempo, conceda a Nathan Fillion a chance de exibir o lado controverso de Guy Gardner, que já viola a regra de um Lanterna por setor. Esse vácuo de liderança é fundamental para o tom de série policial cósmica que James Gunn vem defendendo desde o anúncio do DCU.

A ausência de Hal também pavimenta a estrada para a entrada discreta de figuras antes tratadas como coadjuvantes. Os primeiros fãs que analisaram quadro a quadro identificaram um “corpo impossível” no necrotério de Coast City — pista que conversa com a provável chegada do Caçador de Marte. Sem Hal para monopolizar o heroísmo, a série pode brincar com alianças improváveis e até tensionar a relação terrestre com a Tropa, algo que os quadrinhos raramente aprofundam.

Episódio 8 vira peça-chave na disputa pelo anel

Ao dizer “esperem até o oito”, Mundy e Lindelof entregam que a morte não é tão simples quanto parece. Fontes próximas à produção indicam que o capítulo, já filmado, se passa em 90% de seu tempo fora da Terra, com direito a flashbacks no Planeta Oa e um novo ritual de ressurreição que diverge da canonização clássica do Espectro Emocional. O truque narrativo serviria para revelar que Hal Jordan não foi assassinado, e sim “desconectado” do Anel pelo antigo mentor Abin Sur — cuja biografia foi radicalmente revista pelo roteiro, segundo a cobertura que confirma a mudança drástica no passado do alienígena.

O que muda para o restante da temporada

Se Hal reaparecer como peça num jogo maior, o status de cada Lanterna muda de valor. John Stewart ganha lastro político como representante da Terra junto aos Guardiões; Guy Gardner, mais livre que nunca, tensiona a disciplina militar da Tropa; e a própria Justiça League — ainda ausente no cronograma oficial — pode surgir a partir desse acerto de contas. Não é coincidência que o episódio 1 já tenha plantado referências visuais a outro membro fundador: o símbolo de Marte escondido na parede do apartamento de Stewart, pista para quem acompanha o nosso dossiê sobre Coast City virar “coração” do novo universo.

Consequências imediatas no tabuleiro do DCU

O choque da morte, seguido da promessa de reviravolta, cumpre duas funções externas ao roteiro: segura a conversa semanal até metade da temporada e prepara o público para o calendário articulado por James Gunn. A incerteza sobre Hal Jordan reduz a pressão sobre a estreia de Batman 2026 e desvia o foco dos atrasos em Mulher-Maravilha. Não à toa, um vazamento de sets LEGO, analisado neste portal, posiciona Guy Gardner entre os personagens centrais dos próximos brinquedos — sinal de que a DC prepara o público para um mercado no qual “Hal não é mais intocável”.

Em outras palavras, matar Hal no piloto foi menos uma ousadia criativa e mais um recado empresarial: o recomeço do DCU não tem espaço para zonas de conforto. Se o episódio 8 confirmar que a morte era só prólogo de algo maior, James Gunn terá conseguido o impossível — transformar o personagem mais tradicional da Tropa em gatilho de suspense seriado e, de quebra, convencer a audiência a aceitar um universo onde tudo, literalmente, pode morrer para renascer com nova cor.

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