Quando a Marvel divulgou, nesta semana, a lista “obrigatória” de produções para entender Avengers: Doomsday, um silêncio incômodo caiu sobre o nome de Wanda Maximoff. A série WandaVision, peça-chave para a origem da Feiticeira Escarlate no MCU, ficou de fora — sinal de que a própria Disney não espera que o público precise lembrar da personagem para o grande crossover de 2026.
O corte chega no pior momento para os fãs de Elizabeth Olsen: a Fase 7 já ganhou um quarto longa estrelado por herói negro e um script que coloca o Doutor Destino como bússola moral do time, enquanto a cota de espaço místico parece preenchida por novos telepatas e pela variante Sylvie. A ausência de Wanda na cartilha oficial não é mero esquecimento: é estratégia editorial calculada para enxugar o tabuleiro.
Lista enxuta deixa Wanda sem lugar no tabuleiro
Segundo o próprio estúdio, apenas um título do Disney+ entrou na seleção essencial para Doomsday — e não foi WandaVision. A opção ecoa a decisão de “enxugar o MCU” revelada na lista oficial da Marvel, que praticamente ignorou o streaming. Ao priorizar filmes que já circulam massivamente nos cinemas e no catálogo global, a Marvel evita depender de um produto criado durante a pandemia, mais lento e intimista, que destoa do escopo cataclísmico prometido para a fase atual.
Nos bastidores, roteiristas indicam que a morte presumida de Wanda em Multiverse of Madness continuará valendo — conveniente para um universo que pretende reduzir linhas alternativas e simplificar a cronologia. O recado é claro: melhor apostar em peças novas do que gastar tela para explicar a ressurreição de uma personagem cuja jornada pessoal foi concluída com catarse própria.
Doom, Sylvie e sexto telepata reconfiguram a magia do MCU
Enquanto Wanda some do radar, o vácuo energético abre espaço para um trio de forças místicas já em campanha publicitária. Robert Downey Jr. cravou que o objetivo “heróico” de Victor Von Doom guiará Doomsday — promessa que ganhou peso após a confirmação de que o vilão alternará magia verde e vermelha, como detalhado em análise exclusiva. A cor, antes marca de Wanda, agora é dividida com Doom, deslocando simbolicamente o posto de usuário definitivo do Caos.
Soma-se a isso o retorno da Sylvie de Sophia Di Martino, já com sinal verde do estúdio, e a chegada do sexto telepata oficializada pela Marvel na última Comic-Con. Em vez de uma única feiticeira descontrolada, o filme trabalhará um mosaico de usos da magia, cada qual espelhando uma faceta de Doom. Uma escolha que reforça a tese de que WandaVision seria incapaz de preparar o público para a nova dinâmica — daí sua exclusão.
Na matemática de Kevin Feige, menos é mais: o estúdio foca em peças que servirão também de alicerce para o pós-Doomsday, como o quarto longa liderado por herói negro. Ao recuar com Wanda, a Marvel devolve ao vilão clássico não só o protagonismo como também o espectro cromático da magia Caótica, encerrando — ao menos por ora — uma das trajetórias mais trágicas do MCU.

