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Adam Driver assume vilão secreto e força Marvel a reescrever a origem de Ciclope no MCU

Quando os informantes de elenco apontaram Adam Driver como o escolhido da Marvel para viver Dr. Nathaniel Milbury, a maioria dos fãs correu para os quadrinhos para lembrar quem é o tal médico. Nas entrelinhas do anúncio, porém, esconde-se o real abalo: Milbury é o alter ego científico de Mr. Sinister, e a opção pelo nome civil indica que o estúdio pretende desmontar — e não apenas adaptar — a árvore genealógica de Ciclope.

Ao acionar um codinome quase nunca citado fora das HQs, Kevin Feige sinaliza que o MCU vai recuar à fase embrionária dos Summers, trocando invasões alienígenas por engenharia genética radical e colocando Scott no centro de um experimento que liga diretamente os X-Men aos vilões de “Avengers: Doomsday” — já adiantado no primeiro pôster que mistura os mutantes aos Vingadores.

Sinister some, Milbury manda: a jogada de bastidor

Internamente, a Marvel encara a decisão como uma espécie de “limpeza de paleta”. Usar Milbury permite estrear o conceito de seleção artificial de mutantes sem o excesso gótico do Mr. Sinister clássico, cuja estética vitoriana soa datada após o visual high-tech de vilões recentes. A mudança também evita conflito direto com o Magneto de Michael Fassbender, que pode retornar em outro projeto, e abre espaço para um antagonista menos carismático e mais metódico — terreno onde Adam Driver se sente à vontade desde “Historia de um Casamento”.

Nos quadrinhos, Nathaniel Essex vira Sinister após pacto com Apocalipse. O roteiro em curso, segundo fontes próximas à produção, corta Apocalipse do quadro inicial e atribui a transformação a experimentos conduzidos pelo próprio Milbury em laboratórios governamentais. Com isso, a origem de Ciclope deixa de passar por abdução alienígena e se ancora em um programa secreto que persegue a família Summers há décadas, recurso que costura o passado do personagem ao presente do MCU sem repetir a fórmula Madripoor de “Falcon and the Winter Soldier”.

Ciclope ganha passado de “cobaia VIP” e muda a dinâmica dos X-Men

Scott Summers sempre foi um líder regrado, mas nunca teve peso dramático fora dos quadrinhos. A ideia agora é transformá-lo em sobrevivente de um experimento que fracassou. Há dois efeitos imediatos: primeiro, justifica-se a preferência do estúdio por um ator mais jovem e desconhecido no papel, pois boa parte do arco será de crescimento traumático; segundo, coloca-se Milbury/Driver como vilão recorrente, não descartado em um terceiro ato, algo que a Marvel ensaia desde que rebaixou Black Bolt em “Avengers: Doomsday” para prolongar antagonistas.

A troca de origem também desmonta a necessidade de introduzir a raça Shi’ar e o império espacial logo de cara, aliviando um calendário já lotado que inclui a “fase mercenária” inaugurada com Paladin em VisionQuest. Assim, o núcleo mutante estreia pé no chão, dentro de instalações clandestinas em território americano, enquanto galáxia e multiverso ficam a cargo dos próximos Vingadores.

Efeito dominó na Fase 6

Com Milbury no tabuleiro, fontes indicam que o estúdio estuda fundir duas tramas: a dos X-Men e a dos programas de aprimoramento humano que já englobam o Soro do Super-Soldado. O elo seria um arquivo antigo revelando que Nathaniel Milbury colaborou com Arnim Zola nos anos 1940. Essa ponte liga diretamente Ciclope ao legado do Capitão América e dá musculatura à Fase 6, que, como revelado no retorno de Anson Mount como Black Bolt, busca resgatar pontas soltas da era ABC e fechar o cerco de referências antes de “Secret Wars”.

Para o espectador médio, Adam Driver será “o novo vilão dos X-Men”. Nos bastidores, porém, seu Dr. Milbury é a chave para um MCU menos espacial e mais obcecado por eugenia — uma virada que explica por que o estúdio mantém Sigourney Weaver engatilhada para um papel misterioso e por que Tom Holland só enfrentará vilões de aura científica em Spider-Man 5. Se esse redesenho colar, Ciclope, enfim, pode deixar de ser coadjuvante de sua própria equipe.

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