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16 vilões depois, o Homem-Aranha de Tom Holland ainda não tem um nêmesis — e isso virou o maior dilema da Fase 6

Peter Parker já encarou uma coleção de antagonistas que faria inveja a qualquer Vingador, de Thanos a Mysterio. Ainda assim, o Homem-Aranha de Tom Holland cruza o MCU sem um inimigo capaz de grudar nele tanto quanto a própria teia.

Essa ausência de um nêmesis recorrente virou problema estratégico: com a Fase 6 vendendo a ideia de que os vilões serão o motor da franquia, a Marvel precisa decidir se transforma a estatística de 16 confrontos em arco dramático ou continua colecionando rostos na galeria de vilões do jovem herói.

Contabilidade crua: 16 nomes e nenhum “inimigo número 1”

De acordo com levantamento interno da produção, o Peter Park­­er do MCU já trombou com 16 antagonistas diretos ou indiretos. O número é alto para um herói que só soma três filmes solo e participações em crossovers, e evidencia a facilidade com que o Aranha é usado como coringa em tramas alheias.

  • Abutre
  • Shocker
  • Tinkerer
  • Escorpião
  • Thanos
  • Ebony Maw
  • Corvus Glaive
  • Proxima Midnight
  • Cull Obsidian
  • Fantasma
  • Mysterio
  • Elementais (Hydron, Magnum, Hellfire, Zephyr)
  • Duende Verde (versão de Willem Dafoe)
  • Octopus
  • Lagarto
  • Homem-Areia

O choque mais curioso é quantitativo: o Aranha enfrentou mais vilões do que Thor em sete filmes solo. Mas, qualitativamente, nenhum desses confrontos se repetiu a ponto de fincar identidade. Até mesmo Thanos foi compartilhado por todo o elenco do MCU, diluindo o vínculo exclusivo com Peter.

Por que a falta de um nêmesis trava o futuro do Aranha — e empurra Osborn para o centro

Em Hollywood, a cara do herói só se consolida quando o público reconhece automaticamente quem o persegue. Batman tem Coringa, Superman tem Lex Luthor. O Aranha de Tobey Maguire grudou no Duende Verde e no Dr. Octopus; o de Andrew Garfield, no Lagarto e no Electro. Já a versão de Tom Holland, por ora, carrega uma ficha corrida de vilões terceirizados sem vínculo emocional duradouro.

Essa lacuna pressiona Kevin Feige a escolher entre duas saídas. A primeira é repetir algum antagonista já visto — o que explicaria o suspiro de esperança do público ao notar, no pôster de Spider-Man 5, a sombra de Norman Osborn. A segunda é criar um vilão inédito que pertença 100 % ao MCU, mas esbarra no acordo de compartilhamento de direitos com a Sony, que ainda veta uso livre de ícones como Venom ou Kraven.

Enquanto isso, a Marvel desenha a Fase 6 em torno de antagonistas titânicos: o Doutor Destino deve assumir protagonismo da saga cosmopolita; Ultron pode ressuscitar em Vision Quest; e até o Guer­­reiro Vermelho reaparece com armadura nova. Nesse cenário, um Aranha sem nêmesis é anomalia narrativa que precisa de correção urgente, sob risco de o herói virar simples figurante de luxo.

O recado dos 16 vilões, portanto, não é sobre quantidade, mas sobre identidade. A próxima teia de Peter Parker terá de grudar em alguém que devolva a perseguição — ou a Marvel verá seu personagem mais popular ficar órfão de conflito bem na hora em que os vilões ganham carta branca para dominar a Fase 6.

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