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Pôster de Lanterns expõe Guy Gardner e confirma que série já costura o Superman de James Gunn

Sem aviso prévio, a HBO Max divulgou nesta terça (28) um novo pôster de “Lanterns”. Entre Hal Jordan e John Stewart, salta um terceiro uniforme esmeralda: o de Guy Gardner, vivido por Nathan Fillion em “Superman” de James Gunn. É a primeira vez que o público vê, de forma oficial, o mesmo herói ocupando simultaneamente o material promocional da série e do longa-metragem que estreia em 2025.

A ilustração vira a chave da expectativa: “Lanterns”, antes tratada como produção paralela, passa a carregar a função de prólogo direto do renascimento cinematográfico da DC. E o detalhe quase escondido — o símbolo estilizado de Metrópolis atrás dos três Lanternas — sugere que a conexão vai além de um simples cameo.

Guy Gardner rouba cena e reescreve o foco original da série

Até o mês passado, executivos descreviam “Lanterns” como uma narrativa investigativa focada em Hal Jordan e John Stewart, inspirada em “True Detective”, sem obrigação de cruzar com outros títulos. A presença de Gardner muda o tom: ele é o Lantern oficial de “Superman” e, nos bastidores, a ordem agora é sincronizar o arco do personagem para que a personalidade debochada apresentada por Fillion no cinema já esteja consolidada quando o público ligar a TV.

Fontes próximas à produção apontam que novos roteiros foram entregues há duas semanas. Neles, Gardner não faz figuração: assume o comando de um setor negro da investigação e fricciona com Hal sobre métodos, espelhando o confronto ideológico que terá com Clark Kent na tela grande. O resultado? O que seria uma série dupla se converte num trio de protagonistas, com direito a uniformes redesenhados — copie a pose do pôster e repare que o emblema de Gardner é idêntico ao vazado no set de “Superman”.

Hal Jordan clonado vira peça-chave na engrenagem do novo DCU

O pôster chega na mesma semana em que a Parte 2 de “Lanterns” sugeriu um Hal Jordan clonado. A teoria, alimentada por trechos de storyboard vazados, prevê que o “Hal” ao lado de Gardner seria um duplicado gerado por um anel corrompido, enquanto o original estaria desaparecido nos confins do Setor 2814. Se confirmado, o plot resolve dois problemas de produção: garante ação espetacular sem que o ator principal precise ficar em todos os episódios e, de quebra, cria uma crise interna que prepara o terreno para a batalha cósmica de “Superman”.

O movimento encaixa na estratégia mais ampla de James Gunn, que, segundo fontes do estúdio, já encomendou sinopses de crossovers animados para preencher lacunas entre temporadas — exposta na reportagem “por que James Gunn acelera 10 séries animadas da DC”. Em vez de filmes isolados seguidos por séries derivadas, o raciocínio inverte a lógica: episódios televisivos introduzem tensão e personagens, enquanto o cinema colhe o clímax.

Impacto direto no longa do Superman

Ao oficializar Gardner em “Lanterns”, a Warner elimina a necessidade de gastar minutos preciosos explicando, em pleno blockbuster de 2025, quem é o Lanterna falastrão que divide cena com Clark Kent. O pôster funciona como certificado de garantia: quem pular a série pode entender o filme, mas quem assistir chegará ao cinema já sabendo porque Guy evita contato ocular com Jordan — e por que Stewart o chama de “substituto”. É uma engrenagem narrativa que lembra o encadeamento da Marvel na “Era Disney+”, mas, desta vez, parte do ponto de vista de um diretor que também é o chefe criativo do estúdio.

No fim das contas, o pôster vale mais que uma simples imagem promocional: ele inaugura publicamente a fase em que TV, streaming e cinema do DCU deixam de disputar território e passam a contar a mesma história, cena a cena, anel a anel.

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