InícioDCLenda da DC detona Lobo de Jason Momoa e expõe rachadura precoce...

Publicações relacionadas

Lenda da DC detona Lobo de Jason Momoa e expõe rachadura precoce no reboot de James Gunn

Um dos roteiristas mais premiados da história da DC saiu da sessão-teste de “Supergirl: Woman of Tomorrow” furioso: “acabei de assistir a uma das piores interpretações que já vi num filme”. A frase, dita na madrugada de terça a um grupo restrito de profissionais do estúdio, mira direto em Jason Momoa, escalado por James Gunn para viver Lobo no novo DCU.

O vazamento pegou mal porque o roteiro ainda passa por ajustes e Momoa se tornou informalmente o embaixador do reboot após o fim da era Snyder. Se o astro que já sustentou bilheteria bilionária com “Aquaman” não convence dentro de casa, o plano de Gunn de reciclar nomes e dobrar a aposta em personagens menos óbvios pode desandar antes da primeira estreia.

Crítica interna acende luz amarela na DC Studios

Segundo funcionários que acompanharam a exibição, o veterano — vencedor de prêmio Eisner e habituado a adaptar roteiros para animação — reclamou do “tom pastelão” adotado por Momoa e da ausência de brutalidade que transformou Lobo em ícone nos quadrinhos. A discussão subiu o tom porque a versão mostrada já incluía cenas de batalha que supostamente definem o vilão no terceiro ato.

O episódio chega num momento em que o estúdio ainda colhe elogios por ousadias recentes, como a aposta em longas de 90 minutos em “Clayface” e a estratégia de apresentar blocos de heróis antes de aventuras solo, já vista na formação da sexta equipe do DCU. O temor é que um ponto de atrito tão cedo comprometa a comunicação de todo o cronograma.

Executivos agora avaliam se vale a pena reeditar sequências de Lobo ou intensificar o marketing em cima da Supergirl de Milly Alcock, que escapou das críticas e, segundo relatos, carrega o filme nas costas. O orçamento de efeitos ainda não explodiu, mas cada rodada extra de filmagens pós-teste costuma somar entre 8 e 12 milhões de dólares ao caixa — verba que o estúdio reservava para a série “Lanterns”.

Mudança drástica de papel expõe dilema de identidade

Ninguém na Warner esperava questionamentos sobre a elasticidade de Momoa. No papel, a troca de Atlante para czarniano parecia boa sacada: converte o carisma já aprovado em figura mais anárquica, turbinando o range do ator sem perder reconhecimento de público. A realidade do set, porém, sugere que a persona otimista de Arthur Curry teima em atravessar o couro espacial de Lobo.

Isso reacende uma sombra que ronda Gunn desde o início: até que ponto o diretor-guia deve carregar a bagagem da fase anterior? A mesma matriz narrativa que costura “Lanterns” ao futuro Superman agora cobra coerência tonal. Se cada filme variar além do desejado, o DCU corre o risco de parecer um mosaico solto — algo que a Marvel evitou na primeira década e que a DC prometia resolver justamente com o reboot.

Risco de imagem para além das bilheterias

Há ainda o fator percepção: Momoa passou anos cultivando público familiar, participou de ações da ONU e respira a persona good vibes nas redes sociais. Ver esse mesmo rosto descendo pancada em uma Supergirl mais jovem pode gerar ruído semelhante ao que o estúdio enfrentou quando buscou novo Flash para se livrar do desgaste de Ezra Miller. Se “Lobo cômico” não convencer a crítica, o debate sobre adequação de atores ao papel deve ganhar corpo — e mexer no tabuleiro de próximos castings.

Enquanto ajustes são discutidos, Gunn mantém silêncio público e monitora redes — prática que rendeu manobras de marketing viral, como o boato de morte de Hal Jordan. O executivo sabe que a primeira impressão do DCU precisa de aplauso, não de desculpa. E o rugido do último czarniano pode ser o balão de ensaio mais barulhento dessa fase zero.

Se a crítica do roteirista virar tendência, “Supergirl: Woman of Tomorrow” talvez carregue outra missão além de lançar a nova Cara Zor-El: provar que a troca de identidade de Jason Momoa foi golpe de gênio, não erro de cálculo. A janela para correções é curta — a estreia continua marcada para março de 2026 —, mas no turbulento universo da DC um ano e meio é tempo suficiente para regravar planetas inteiros.

Últimas publicações