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Resident Evil com alma de Evangelion vira cartada adulta para o anunciado Switch 2

Os gritos que fecharam a transmissão surpresa da Nintendo nesta madrugada não vinham de zumbis nem de Anjos bíblicos, mas do choque em ver os dois monstros no mesmo lugar. “Project M—E” — codinome ainda provisório — funde a ação claustrofóbica de Resident Evil ao desespero psicológico de Neon Genesis Evangelion e chega no dia 29 de outubro como primeiro título inédito a estampar a caixa do aguardado Switch 2.

Além do susto cross-over, o detalhe que pegou até insiders desprevenidos foi o selo da FuRyu, estúdio marcado por RPGs colegiais coloridos. A mudança de tom indica que a Nintendo finalmente destravou o freio editorial que a impedia de mirar de frente o público 18+ — movimento que, se concretizado, pode alterar todo o posicionamento do sucessor do Switch diante de PlayStation 5 e Xbox Series.

Horror biotecnológico e crise existencial estreiam novo motor gráfico da Nintendo

Em cenas de pré-alpha, corredores sem texturas definitivas já exibiam iluminação volumétrica que faltava ao hardware atual. Desenvolvedores comentaram nos bastidores que a engine usa upscale via inteligência artificial semelhante ao DLSS, uma pista sólida de que o Switch 2 terá suporte nativo a técnicas de reconstrução de imagem. Os reflexos em tempo real foram demonstrados num laboratório inundado, onde a protagonista de macacão laranja — alusão direta ao plug suit de Asuka — enfrenta carcasses que lembram Lickers misturados a EVAs degenerados.

A estrutura lembra o backtracking de Resident Evil 2, mas com eventos de colapso mental no estilo “elevator room”, aqueles cenários infinitos populares em fóruns de backrooms. Toda vez que o jogador religa um gerador, a arquitetura muda, acrescentando camadas de horror existencial emprestadas de Evangelion. O resultado é um loop que testa o Switch 2 não só em partículas, mas em IA ambiental — requisito para a tal “mutação procedural” que a FuRyu promete aprofundar nos próximos trailers.

FuRyu abandona zona de conforto para disputar o Halloween global

Conhecida por séries como The Caligula Effect e Monark, a FuRyu sempre correu na raia de nicho, vendendo bem no Japão e vivendo de importação no Ocidente. Nesta aposta, o estúdio licenciou consultores de design que trabalharam em Resident Evil 7 e artistas de mechas veteranos de Evangelion, investindo um orçamento inédito de 4,5 bilhões de ienes, segundo documentos de investidores. O timing não é aleatório: 29 de outubro cai na semana de Halloween, espaço geralmente dominado por Capcom e Konami. Agora, a batalha por streams de gameplay terá um novo gladiador.

Nos bastidores, fontes ligadas à distribuidora comentam que Project M—E será vendido em cartucho e download, mas com um artbook digital exclusivo para quem reservar no lançamento do console. A tática segue a lógica de atualização geracional que a Nintendo vem ensaiando em outras franquias: assim como Dragon Ball Super revisitou a saga Beerus para fisgar fãs antigos com produção moderna, a big N quer mostrar que também sabe dobrar passado cult em espetáculo next-gen.

Nintendo ensaia marketing adulto antes de revelar preço e data do console

Embora o hardware ainda não tenha nome oficial — na apresentação ele apareceu apenas como “NX-2” em menus de depuração —, executivos reforçaram que não haverá trava regional. A decisão conversa com a guinada global de marcas japonesas que buscam fãs nostálgicos fora do país, caso recente da linha Transformers analisada em Autobot esquecido renasce como tanque. O Switch 2, portanto, precisa chegar sem barreiras para capitalizar a febre de reedições de clássicos dos anos 90 — década de nascimento tanto de Resident Evil quanto de Evangelion.

A aposta no terror também serve como firewall mercadológico: jogos de classificação alta geram margem maior por cópias vendidas e ocupam menos lançamentos concorrentes, explicam analistas do setor. Isso dá à Nintendo uma vitrine premium antes de apresentar títulos mais familiares no tradicional vídeo de setembro. Resta saber se o console carregará preço compatível ou se a empresa vai repetir a estratégia de “downgrade planejado” que vimos em Solo Leveling: Karma, cortando poder bruto para alongar ciclo de vida.

Por ora, o que já está fechado é o convite para demos a portas fechadas durante a Tokyo Game Show, em setembro. Caso a promessa de sustos, reflexos em tempo real e colapsos psíquicos se cumpra, Project M—E não será apenas o primeiro grande cartucho do Switch 2 — será também o primeiro pedido formal da Nintendo para que adultos deixem a luz acesa enquanto jogam.

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