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Star-Lord volta ao radar: Chris Pratt destrava plano da Marvel para unir Guardiões e X-Men no espaço

Chris Pratt não esperou a Comic-Con: ao vivo em um talk-show nos Estados Unidos, o ator afirmou que “é questão de agenda” para Peter Quill voltar a pilotar a Milano. O anúncio desencadeou um movimento interno na Marvel Studios que, segundo fontes próximas à sala de roteiristas, acelera um filme dos X-Men ambientado no espaço — território que Pratt domina desde 2014.

A simples confirmação resolve dois impasses de Kevin Feige: como manter o capital afetivo dos Guardiões da Galáxia após a saída de James Gunn e como lançar mutantes sem repetir a fórmula escolar dos anos 2000. A resposta estaria em um arco cósmico inspirado na saga Shi’ar, capaz de ligar Star-Lord, Ciclope e até a Fênix numa mesma odisseia intergaláctica.

Feige escala Pratt como elo entre Guardiões, mutantes e a fase pós-Gunn

Sem Gunn — agora chefe criativo da rival DC — a Marvel perdeu o curador do humor espacial. Feige, porém, viu em Pratt a chance de segurar o tom irreverente e transferi-lo para a frente mutante. Executivos ouvidos pela reportagem admitem que o estúdio tenta repetir o que Robert Downey Jr. fez em VisionQuest: usar um rosto já aprovado pelo público para introduzir um núcleo inédito.

O cronograma interno prevê uma participação curta de Quill em “Avengers: Doomsday”, mas o contrato negociado com Pratt inclui opção para “um longa cósmico de equipe a ser datado”, descreve um documento de casting circulado no final de março. Entre os roteiros em desenvolvimento, o mais avançado adapta justamente o império Shi’ar, que nos quadrinhos sequestra os X-Men e cruza rota com os Saqueadores Estelares — grupo onde o próprio pai de Peter Quill já atuou.

Roteiristas miram Shi’ar e reabrem portas para Gamora e Fênix

A escolha de uma trama galáctica resolve outra dor de cabeça: recolocar Gamora sem contradizer o final agridoce de Guardiões Vol. 3. Como a personagem ficou à deriva ao lado dos Ravagers, o script atual prevê que ela receba um sinal de socorro de Quill quando os mutantes forem capturados nos confins de Chandilar, capital Shi’ar. A manobra também abre brecha para a introdução de Jean Grey numa fase embrionária da Força Fênix, sem colidir com o futuro da equipe terrestre.

Há ainda um cálculo de mercado. Testes de audiência realizados após o fracasso de “The Marvels” mostraram queda de interesse em batalhas apenas na Terra. Um crossover espacial com Pratt, mutantes inéditos no cinema do MCU e vilões imperiais cumpriria a missão de “evento” antes mesmo do próximo longa dos Vingadores. Essa lógica sustenta a recente reviravolta nos roteiros que reduziu arcos políticos em favor de ameaças de escala cósmica.

Nos bastidores, o sinal verde dependerá de dois fatores: a definição da nova atriz para Vampira — peça fundamental na trama Shi’ar original — e a disponibilidade de Pratt após sua volta como Garfield em “The Super Mario Bros. Movie 2”. Se ambos se alinharem até o fim do ano, a Marvel pretende anunciar o “X-Men Cosmic” já na D23 de 2025, posicionando a estreia para julho de 2026.

Até lá, o público sabe apenas o que Pratt tornou oficial: Peter Quill viverá para outra mixtape. O detalhe que poucos notaram é que essa fita pode tocar um rock mutante — e levar o MCU onde nenhuma equipe jamais esteve.

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