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Arte inédita do Sexteto Sinistro expõe a rota ousada que a Sony engavetou para Andrew Garfield

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A imagem que vazou nesta semana não é apenas mais um rascunho descartado de super-herói: ela mostra o Peter Parker de Andrew Garfield cercado por um Sexteto Sinistro com visual que faria inveja ao filme do Coringa. A arte, preparada em 2014 pelo departamento de desenvolvimento visual da Sony, confirma que o estúdio chegou a dobrar a aposta num tom noir e brutal para a terceira aventura do ator — exatamente a guinada que muitos fãs sentem falta no MCU atual.

O detalhe que salta aos olhos — a asa metálica do Abutre atravessando os painéis de vidro da Oscorp em ruínas — oferece mais do que nostalgia. Ele indica um roteiro que começaria no instante em que O Espetacular Homem-Aranha 2 termina, escalonaria a culpa de Parker pela morte de Gwen Stacy e colocaria a vingança como motor da história. É a peça que faltava para entender por que a Sony recuou logo após fechar acordo com a Marvel em 2015.

Conceito mostra Garfield mais sombrio e vilões redesenhados para guerra urbana

Nas anotações de produção que acompanham o esboço, o traje do herói ganha tecido reforçado para combates “corpo a corpo prolongados”, solução pensada porque o Aranha enfrentaria inimigos sem poderes sobre-humanos, mas armados até os dentes. O sexteto incluía Abutre, Shocker, Senhor do Crime, Camaleão, Mysterio e Doutor Octopus — este último como mentor frio, longe da aura trágica de Alfred Molina.

A atmosfera pesava ainda mais: ruas chuvosas, iluminação de neon partida e Nova York dividida em zonas de toque de recolher após ataques simultâneos dos vilões. A proposta se afastava da estética colorida que a Sony vinha aplicando e, segundo ex-membros da equipe, o estúdio temia perder o público infantil. O risco aumentou quando pesquisas internas apontaram fadiga do espectador depois de cinco anos seguidos de filmes do Homem-Aranha.

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A mudança de humor fica evidente em cada vilão. O Camaleão ganhava próteses faciais impressas em 3D por Oscorp para assumir identidades em tempo real; Mysterio trocava o capacete de aquário por drones holográficos que projetavam rostos gigantes em fachadas; e o Shocker usava exoesqueleto industrial roubado dos restos da torre de Rhino. Nada disso sobreviveu quando o estúdio decidiu priorizar a parceria com Kevin Feige.

Vazamento pressiona Marvel e Sony a definirem futuro de Garfield e do Sexteto

O timing do vazamento não parece casual. Ele surge logo depois de a Sony divulgar novos pôsteres que unem Tobey Maguire, Garfield e Miles Morales, como analisamos em reportagem anterior. A leitura nos bastidores é que o estúdio testa o apelo de revisitar linhas do tempo específicas enquanto o MCU reavalia sua fase multiversal.

Do lado da Marvel, há um vácuo narrativo: o presidente Kevin Feige confirmou ter roteiro em andamento para Spider-Man 5 com Tom Holland, mas evitou cravar qualquer menção a vilões de peso. O Sexteto Sinistro virou um “ativo congelado” que pode reconectar públicos de diferentes gerações e, de quebra, aliviar a dependência de grandes sagas cósmicas.

Produtores ligados ao acordo afirmam que duas pistas da arte vazada já chegaram à mesa do roteiro: o método de Mysterio enganar multidões usando drones — tecnologia que o MCU estabeleceu em Longe de Casa — e o recorte emocional de Parker lidando com culpa extrema. Se esses elementos avançarem, a Marvel pode, enfim, honrar a promessa silenciosa feita desde 2014: colocar o Aranha frente a frente com um Sexteto Sinistro digno do nome. O curioso é que, para chegar lá, talvez seja preciso reabrir a gaveta onde a Sony enterrou seu projeto mais arriscado.

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