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Silêncio da Capcom indica que Dino Crisis pode renascer após testes secretos com a RE Engine

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Quando a Capcom anunciou Exoprimal com enxames de T-Rex despencando do céu, muitos viram apenas um multiplayer novo. Nos bastidores, porém, o projeto soou como pista de pouso: a publisher já testava a RE Engine com dinossauros para algo maior — possivelmente o remake de Dino Crisis, cuja produção teria começado em 2022, segundo vazamento recorrente em fóruns fechados de desenvolvedores.

O rumor ganhou corpo esta semana porque ele casa com um movimento corporativo que se repete na empresa: primeiro vêm os experimentos técnicos, depois o silêncio absoluto e, por fim, o anúncio relâmpago que mira a janela fiscal seguinte. Foi assim com Resident Evil 2 e 4. Se o padrão se mantiver, Regina pode voltar à cena tão cedo quanto 2025.

Silêncio calculado repete roteiro dos remakes de Resident Evil

Desde que os remakes de Resident Evil passaram a faturar mais do que inéditos da marca, a Capcom adotou uma política de zero comentário até ter trailer pronto. A lógica é clara: segurar expectativas evita desvalorização de catálogo enquanto o estoque digital dos clássicos ainda vende bem nas lojas virtuais. Dino Crisis, relançado no PlayStation Store em 2018, continua no top 50 de PS One mais baixados, segundo listagem interna vazada no final de 2023.

A coincidência de datas chama atenção. Documentos divulgados na invasão hacker de 2020 citavam “Project Condor”, então classificado como “Action-Horror Remake — TBA”. Condor some dos relatórios em 2022, exatamente quando os insiders apontam o início da nova produção. É o mesmo ano em que a Capcom renovou a marca Dino Crisis nos EUA e no Japão.

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Motor RE Engine já foi testado com dinossauros — e quase ninguém percebeu

Exoprimal não vendeu horrores, mas serviu de sandbox para duas dores de cabeça técnicas: IA de cardume para répteis gigantes e física de destruição em ambientes fechados, ambos gargalos históricos da série Dino Crisis. Engenheiros citados em entrevista à revista japonesa Famitsu destacaram que “o esforço poderia ser reutilizado em experiências single-player de suspense”. Não citaram nomes, mas fãs juntaram as peças.

A relação fica mais óbvia ao olhar o design de Regina, heroína original: cabelos vermelhos curtos modelados em poligonal densa, a mesma base anatômica usada para Jill Valentine no remake de RE3. Reaproveitar rigging reduz meses de trabalho e ajuda a encaixar o projeto na meta de quatro lançamentos AA por ano, meta reafirmada na última conferência com investidores.

Por que 2025 virou janela estratégica para reviver Regina

O ciclo de remakes da Capcom tem mantido intervalo de dois anos. Resident Evil 4 chegou em março de 2023; o próximo slot sem dono é justamente o primeiro semestre de 2025. Nesse vácuo, Monster Hunter Wilds será o grande lançamento de fim de 2024, liberando a sequência cronológica perfeita para um survival-horror de médio orçamento ocupar o espaço seguinte.

Além disso, o mercado de exclusivos voltou a esquentar. A estratégia da Microsoft para reforçar o Xbox pressionou Sony e Nintendo a garantirem catálogos nostálgicos robustos. Um Dino Crisis repaginado cai como carta rara: traz ADN PlayStation, mas a Capcom vende multiplataforma e negocia marketing spot a quem pagar melhor. Tempo de silêncio, portanto, é mais que cautela; é moeda de barganha.

Se o vazamento estiver certo, o anúncio deve surgir em evento de verão de 2024, quando a Capcom historicamente revela seus projetos. Até lá, cada dinossauro aparecendo na RE Engine — seja em DLC de Exoprimal ou cameo em Monster Hunter — vale ouro para quem acompanha sinais sutis. Pelo visto, a extinção de Dino Crisis durou menos do que se pensava.

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