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Novo comando da DC apaga filme da Supergirl da vitrine e expõe faxina pós-bilheteria de “The Flash”

A Supergirl que, até três meses atrás, aparecia em todo slide corporativo da Warner Bros. Discovery simplesmente sumiu. Nos novos materiais para investidores, licenciamento e Comic-Con, não há logotipo, arte conceitual nem menção ao filme solo que herdaria a personagem de Sasha Calle após o fracasso de “The Flash”.

O silêncio não é descuido: trata-se do primeiro gesto público de James Gunn e Peter Safran para se desvincular de um projeto considerado “DNA antigo” dentro da reestruturação da DC Studios. Ao cortar a heroína da vitrine, o novo comando manda recado claro ao mercado — os erros de arrecadação não serão carregados para o próximo universo compartilhado.

Sumiço repentino do projeto acende alerta em Burbank

Na Warner, o cronograma de marketing funciona como barômetro de vida ou morte de cada produção. Durante a Licensing Expo, em Las Vegas, executivos notaram que o pôster provisório de “Supergirl” foi retirado horas antes da abertura do pavilhão, substituído por um banner genérico de “Gods and Monsters”, rótulo do Capítulo 1 do novo DCU. A troca relâmpago coincidiu com a divulgação do balanço que confirmou a perda de mais de 200 milhões de dólares com “The Flash”.

Fontes internas relatam que o spin-off da Kryptoniana, aprovado na gestão de Walter Hamada, nunca chegou a receber sinal verde formal de Gunn e Safran. A pré-produção — roteiro rascunhado por Oren Uziel e primeiras conversas com a diretora argentina Julieta Zylberberg — foi suspensa antes mesmo de contratos serem fechados. O estúdio teme repetir o histórico de 1984, quando o primeiro longa da personagem afundou em US$ 14 mi de bilheteria e deixou lição amarga.

Nova régua: só fica quem cabe no Capítulo 1

Ao apresentar “Gods and Monsters”, Gunn cravou que cada filme precisa dialogar “sem ruídos” com uma linha narrativa unificada. Internamente, a régua ganhou o apelido de “one sheet test”: se o título não sustenta lugar na arte oficial da Comic-Con 2025, sai do papel. Foi assim que “Supergirl” perdeu espaço para “Superman: Legacy”, “The Authority” e a série animada “Creature Commandos”.

Isso não significa que a heroína está banida do DCU. Executivos avaliam adaptar a HQ “Woman of Tomorrow” somente depois de “Legacy”, com elenco reescalado e um tom mais sci-fi. O nome de Cailee Spaeny, de “Priscilla”, circula como possível substituta, reforçando a estratégia de sangue novo e custo controlado. A eventual produção já entraria no pacote fiscal de 2027, longe da contabilidade que amarga o prejuízo de Ezra Miller.

Calendário de licenciamento já reflete o corte

Contratos de brinquedos e roupas, que costumam vazar futuros personagens, também mudaram. A Mattel retirou bonecos da heroína de sua linha “DC Multiverse” 2024, apostando agora em dois modelos de The Authority. Segundo agentes de varejo, a alteração impede “encalhe de estoque” e evita repetir o vexame dos colecionáveis de “The Flash”, muitos ainda encalhados em prateleiras norte-americanas com 50% de desconto.

Distância calculada mira lição de “The Flash” — e olha o rival

Executivos da Warner analisam que repetir o marketing frenético de “The Flash” sem confiança no produto virou risco inaceitável. A ordem é menos hype, mais prova de conceito. Curiosamente, a tática espelha a manobra de despiste que a Marvel adotou ao esconder Jean Grey de trailers recentes, descrita na nossa análise “Jean Grey escapa dos radares e expõe manobra de despiste que vira regra no marketing da Marvel”.

A diferença é que, no caso da DC, o sumiço não serve para proteger reviravolta de roteiro, e sim para sinalizar ao investidor que a era dos anúncios precipitados acabou. Gunn quer chegar a julho de 2025, quando “Superman: Legacy” estreia, com a sensação de que cada título anunciado já tem roteiro fechado, orçamento carimbado e janela de lançamento realista. A Supergirl, pelo visto, precisará esperar sua nova órbita — sem as amarras do último grande tropeço de bilheteria da antiga gestão.

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