Ryan Reynolds não espera Deadpool 3 chegar aos cinemas para puxar a próxima cartada. Segundo fontes próximas à produção, o astro já colocou sobre a mesa de Kevin Feige uma proposta para levar três pesos-pesados dos X-Men — Storm, Magneto e Ciclope — direto para Deadpool 4, projeto que ainda nem foi anunciado oficialmente pela Marvel.
A manobra muda o jogo por dois motivos: escala a versão mutante do MCU antes mesmo do aguardado reboot dos X-Men e desloca o eixo de poder dentro do estúdio, que até aqui vinha girando em torno de Avengers: Doomsday e do novo Capitão América. É Reynolds, e não Feige, quem sinaliza quando e como os mutantes entram em campo — um detalhe que poucos notam na guerra de bastidores em Hollywood.
Storm, Magneto e Ciclope escapam do “cameoverso” e miram protagonismo
Nos corredores da Disney, a leitura é clara: participações relâmpago, como Wolverine em Deadpool 3, já não sustentam a narrativa. Storm, Magneto e Ciclope chegam com arcos próprios e contratos pensados para mais de um filme, evitando a sensação de “lista de figurinhas” que marcou as produções recentes do estúdio. A aposta conversa com o medo de falhar de heróis como o novo Homem-Aranha, analisado no artigo “Novo Homem-Aranha se move pelo medo de falhar”.
Reynolds argumenta que Deadpool é o único rosto capaz de costurar humor, ação e a ruptura de quarta parede suficiente para reposicionar Storm e Ciclope como líderes naturais — algo que os filmes da Fox nunca consolidaram. Já Magneto, figura ligada ao trauma e à política, seria o escudo dramático para impedir que a sequência vire apenas uma comédia ultraviolenta. Nos rascunhos iniciais, o vilão surgiria desconfiado do “multiversal tourism” instaurado pela Saga do Infinito e, assim, conectaria o filme à trama maior de Avengers: Doomsday, cujas cenas pós-créditos seguem trancadas, como revelamos em matéria anterior.
Deadpool 4 vira atalho (e desafio) para o reboot mutante da Marvel
A estratégia resolve um problema antigo: como introduzir os X-Men sem recontar a origem de cada personagem. Se aprovada, a ideia coloca Storm, Magneto e Ciclope em circulação no MCU antes mesmo do anúncio oficial do elenco mutante prometido para a próxima Comic-Con — movimento que a própria Marvel ventila, como mostramos em reportagem exclusiva.
O timing, porém, pressiona o cronograma interno. Deadpool 3 estreia em julho de 2024, e a janela para filmar a sequência sem atrasar Capitão América 4 — que já carrega a polêmica do adamantium, detalhada em outra análise — é de apenas 14 meses. Qualquer tropeço empurraria o lançamento para depois de Doomsday, tirando força da jogada.
O efeito dominó sobre a próxima década do MCU
Nos bastidores, executivos descrevem Deadpool como “bala de prata” para reaquecer a bilheteria pós-pandemia. Ao bancar três rostos clássicos de uma vez, Reynolds faz o que a Marvel reluta: centraliza a narrativa em vez de pulverizar franquias menores. Isso dialoga com a “virada relâmpago” que o estúdio prepara, com três anúncios em oito dias, conforme revelado em apuração recente.
Se Storm, Magneto e Ciclope entrarem rodando em 2026, a dinâmica de mentores também muda: Sam Wilson, hoje o nono tutor do Homem-Aranha, pode dividir holofotes com líderes mutantes, como já analisamos em reportagem sobre a troca de guarda. Do outro lado, a promessa de Tom Hiddleston de não reverter o sacrifício de Loki — tema da matéria “Doomsday não vai apagar o sacrifício de Loki” — reforça que o MCU busca consequências reais, algo que Magneto incorpora como poucos.
Na prática, Reynolds abre mão de aparições surpresa fáceis para encarar a política interna do estúdio. Se vencer, Deadpool 4 não será apenas a quarta aventura do Mercenário Tagarela; será o teste de stress definitivo para o futuro mutante da Marvel. Se perder, o MCU volta à estaca zero, sem reboot nem elenco consolidado — e com o risco de o público cansar de promessas nunca cumpridas.
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