Kevin Feige finalmente quebrou o silêncio sobre o futuro de Tom Holland e disparou o gatilho que os fãs esperavam: o roteiro de “Spider-Man 5” não só existe, como já circula entre os principais executivos da Marvel. A frase, dita no tapete vermelho de um evento interno, foi curta, mas derruba o clima de incerteza criado desde que a Sony colocou o seu próprio “Aranhaverso” em banho-maria.
Por trás da atualização, há mais do que alívio para quem temia um hiato prolongado: ao admitir que o próximo filme do Homem-Aranha servirá de “ponto de ancoragem” para as séries de rua do Disney+, Feige sinaliza um redesenho de poder dentro do estúdio — e uma cartada para manter a franquia longe de novas disputas contratuais como a que quase tirou Holland do MCU em 2019.
Roteiro já tramita com foco no lado sombrio do herói
Segundo apuramos, a versão atual do script parte exatamente do final melancólico de “No Way Home”. O isolamento de Peter Parker vira combustível para um tom mais sombrio, alinhado à estética que a Marvel testou nos curtas de “Brand New Day”. Não por acaso, a prévia mostrou os olhos negros da máscara e sugeriu a presença de justiceiros letais como Frank Castle.
O objetivo interno é claro: fazer do novo filme um elo entre o público jovem de Holland e o público adulto que vibrou com “Demolidor” na era Netflix. A própria Marvel já explora esse corredor ao ressuscitar vilões urbanos para um megacrossover previsto para 2027, movimento que Feige descreve como “fundação de rua” do próximo arco cinematográfico.
Pressão sobre a Sony cresce após “universo paralelo” estacionar
Embora o produtor não cite contratos, a fala acontece três semanas depois de a Sony decretar pausa em seu universo do Homem-Aranha. Nos bastidores, executivos enxergam o avanço do roteiro como um lembrete de que a Marvel ainda detém o ímpeto criativo — arma valiosa nas renegociações de lucros e distribuição que devem recomeçar no fim do ano.
Um negociador ligado à Sony descreve a situação como “perigosa”: se o estúdio quiser retomar projetos como “Venom 4” ou “Madame Teia 2”, precisará mostrar que não trava o fluxo narrativo de Holland. Já a Marvel aproveita para aproximar Peter de personagens que não dependem dos direitos da Sony, como o Justiceiro, ampliando sua margem de manobra.
O detalhe que expõe a jogada
Fontes envolvidas na sala de roteiro afirmam que o primeiro rascunho já reserva espaço para um clímax ao lado de Frank Castle — mesmo personagem que a legenda de “Brand New Day” apontou como novo namorado de MJ. Se Castle vingar no cinema, a Marvel estaria, na prática, colocando no mesmo filme um herói que é 100% seu (Justiceiro) e outro que depende da Sony (Aranha), reduzindo o poder de veto do parceiro.
O que muda para o MCU pós-“Guerras Secretas”
Feige quer que “Spider-Man 5” estreie antes do próximo grande evento coletivo, hoje marcado para 2027. O filme, portanto, funcionaria como ponte entre a fase multiversal e uma fase urbana, abrindo caminho para que personagens já confirmados como Demolidor e Kingpin disputem o protagonismo. Nesse cenário, a presença de Holland vira peça-chave: sem ele, a transição correria o risco de ficar órfã de bilheteria e apelo popular.
A corrida agora é contra o relógio: o roteiro precisa entrar em pré-produção até março de 2025 para não atrasar o cronograma de “Guerras Secretas”. Caso a Sony não assine a extensão de direitos até lá, a Marvel pode disparar o plano B — incluir Peter de forma limitada em séries do Disney+ e avançar mesmo assim com o núcleo de rua, algo que Feige já testou ao cancelar a quarta temporada dupla de séries que reproduziam o modelo Netflix.
Por enquanto, o próximo movimento está nas mãos de Tom Holland, que já leu a sinopse e, segundo pessoas próximas, “adorou a virada sombria”. Quando o ator disser sim oficialmente, a Marvel terá não só um filme em marcha, mas um trunfo para dobrar a Sony e redefinir o tabuleiro urbano do MCU na próxima década.
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