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Futuro de “The Penguin” trava no jogo político da Warner, indica Cristin Milioti

Os becos alagados de Gotham ainda nem estrearam na Max, mas já viraram moeda de troca nos corredores da Warner. Cristin Milioti, que vive Sofia Falcone em “The Penguin”, admitiu que a equipe “ainda não foi convocada” para uma segunda temporada — uma admissão rara que coloca o spin-off de “The Batman” no mesmo limbo estratégico que engoliu outras produções da DC.

Por trás da aparente cautela está um tabuleiro maior: conciliando cortes de custo, a fusão com a Discovery e o reboot do universo DC liderado por James Gunn, o estúdio segura qualquer renovação que possa colidir com “The Batman – Part II”, adiado para 2026. A fala de Milioti, portanto, não é só atualização de bastidor; é sintoma de um impasse que define quem manda em Gotham a partir de agora.

Declaração de Milioti expõe o jogo de espera

A atriz revelou, em entrevista a um podcast voltado a roteiristas, que o elenco “não tem contrato fechado” além dos oito episódios já gravados. Foi suficiente para agitar investidores: sem a garantia de continuidade, “The Penguin” deixa de ser série de longo curso e vira ponte provisória entre dois filmes do Batman de Matt Reeves.

Na prática, a fala ilumina o modelo “test drive” que a Warner adotou após a greve dupla de Hollywood. Cada nova encomenda precisa provar valor rápido ou assume o risco de ser convertida em especial único — a mesma manobra que transformou “Peacemaker” num intervalo entre filmes do Esquadrão Suicida. Se a audiência de estreia ficar abaixo da meta interna, a Max pode simplesmente encerrar a trama na própria primeira leva.

Calendário apertado e pressão do novo DCU emperram decisão

Há três gargalos na mesa do CEO David Zaslav:

  • Choque de marcas: “The Penguin” pertence ao selo Elseworlds de Matt Reeves, enquanto o reboot de James Gunn busca identidade própria. O overlap de vilões mafiosos comprometeria a cartilha de uniformização do novo DCU, já criticada por analistas no novo batismo do universo DC.
  • Falta de janelas: Com “The Batman – Part II” deslocado para outubro de 2026, lançar uma segunda temporada em 2025 criaria hiato curto demais entre série e filme, ou longo demais caso a produção fosse empurrada para 2027.
  • Orçamento inflexível: Após investir pesado em cenários fluviais, a Max precisa do retorno publicitário para aprovar nova construção. Os cortes que engavetaram “Batgirl” ainda assombram as planilhas.

Somado a isso, personagens diretamente ligados à família Falcone podem reaparecer no cinema. Qualquer renovação precoce limitaria o roteiro de Reeves e, por tabela, o de Gunn, que já insinua cruzamentos cósmicos em séries como “Lanterns”. É a velha Gotham: todos querem território, mas ninguém se move sem permissão do chefão.

Milioti, ao trazer o assunto à tona, expõe que o silêncio não decorre de falta de ideias. Os roteiros adicionais existem, a equipe criativa quer filmar em 2024, mas precisa de um simples “ok” corporativo. Até lá, o futuro do Pinguim continua preso na mesma gaiola que mantém Hal Jordan fora do espaço e Gal Gadot longe de Themyscira: um organograma que muda antes que o gelo derreta.

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