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Licença-bomba de estrela de Supergirl ameaça a estreia de Superman 2 e bagunça o tabuleiro da DCU para 2027

A Warner vinha comemorando a rara sincronia do calendário da nova DCU: Supergirl: Woman of Tomorrow em 2026, Superman 2: Man of Tomorrow e o novo Batman dividindo 2027. Mas o castelo começou a rachar nesta semana, quando Sasha Calle — ainda negociada para reprisar Kara Zor-El após The Flash — avisou que “se afasta do cinema por tempo indeterminado”. Alerta vermelho: sem a atriz, desaparece a ponte planejada por James Gunn entre a odisseia solo de Kara e a primeira sequência de Clark Kent.

O buraco vai além do casting. O segundo filme do kryptoniano depende de uma subtrama que deixaria Kara em posição de co-protagonista, segundo fontes ligadas ao roteiro preliminar. Se Calle não voltar, o estúdio precisa correr contra dois relógios — o de produção, para alinhar elenco e refilmagens, e o do marketing, que apostava na dobradinha “Superman + prima” para enfrentar a maratona de blockbusters em 2027.

Saída repentina desmonta a ponte entre Supergirl e o novo Superman

Dentro do plano original, Kara ressurge em Man of Tomorrow como a aliada que mostraria a Clark um Universo mais vasto enquanto plantava ganchos para a Trindade se formar ainda na Fase 1. A escolha fazia sentido: depois de anos de crises de identidade, a DCU precisava de coesão rápida. Agora, o roteirista Tom King — que também assina a graphic novel base da aventura solo de Kara — terá de reescrever ou enxugar o papel da heroína.

Executivos reconhecem, em conversas de bastidor, que a ausência imediata de Calle enfraquece o argumento de integração “em família” que Gunn vendeu à Warner. Sem a atriz, duas saídas ganham força: 1) escalar outra Kara e recolocar o filme de 2026 em pausa, ou 2) substituir a presença da Supergirl por outro alienígena já ventilado na DCU, como o Caçador de Marte — cuja pista está plantada no corpo “impossível” encontrado no piloto de Lanterns. Nenhuma opção é barata.

Efeito dominó empurra roteiro, orçamento e até disputa com o novo Batman

A crise cai num 2027 lotado. Em janeiro, a Warner anunciou que Superman 2 dividirá o ano com o próximo Batman. A janela funciona apenas se as filmagens de Clark começarem no primeiro semestre de 2026 — prazo que exige o elenco fechado até outubro de 2025. Cada mês parado agora aperta esse gargalo.

Há ainda a guerra de expectativa. Test screenings internos do novo Batman, previstos para o fim de 2025, já animam o estúdio após o desempenho morno de The Flash. Se Superman 2 entrar manco, perde musculatura comercial e reforça o rótulo de “franquia instável”. O dilema lembra o que aconteceu em 2017, quando a troca de diretores corroeu a confiança em Liga da Justiça e abriu porta para a crise crônica exposta anos depois.

Nos bastidores, circula um terceiro plano: reduzir Kara a uma participação simbólica — ou até matá-la em um prólogo, estratégia semelhante à provocação que a série Lanterns ensaia com Hal Jordan. A cartada manteria o mito da Supergirl vivo sem comprometer a cronologia, mas carrega risco de alienar fãs que celebraram a diversidade representada por Calle.

Enquanto Calle negocia seu tempo fora de Hollywood, o roteiro de Superman 2: Man of Tomorrow fica em revisão forçada. Gunn, que gosta da metáfora do “tabuleiro de xadrez”, acaba de perder a rainha pouco antes do meio-jogo — e precisará de um xeque-mate rápido se não quiser ver 2027 virar repetição de 2023.

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