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Mahershala Ali abandona “Blade” e liga sinal de alerta no plano sobrenatural da Marvel

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Mahershala Ali bateu o martelo: depois de quatro anos de reuniões, roteiros descartados e trocas de diretor, o vencedor de dois Oscars não é mais o rosto de Blade no MCU. A decisão, confirmada a agentes envolvidos no projeto, congela o filme que havia sido anunciado em 2019 como a grande porta de entrada do terror para a fase 5 — e que agora volta à estaca zero.

A desistência vai além de um simples recast. Ela embaralha toda a ala sobrenatural pensada pela Marvel, que incluía a estreia de Cavaleiro Negro, ligações com mutantes e a formação dos Midnight Sons. Sem a presença de Ali, o estúdio precisa refazer o tabuleiro às pressas e decidir se segura o personagem para depois de Guerras Secretas ou se entrega a lâmina a um novo intérprete já em 2026.

Quatro roteiristas, duas greves e um ator impaciente

Quando Kevin Feige anunciou Ali no palco da SDCC de 2019, o roteiro ainda não existia. De lá para cá passaram Stacy Osei-Kuffour, Beau DeMayo, Nic Pizzolatto e Michael Green, cada um com visões diferentes: de filme de época nos anos 1920 a thriller contemporâneo com orçamento reduzido. A direção também virou roleta — Bassam Tariq saiu a semanas das filmagens, Yann Demange assumiu e viu o calendário colidir com as greves de Hollywood.

Nos bastidores, contam executivos, Ali não gostava de se ver relegado a “coadjuvante de luxo” em versões que privilegiavam novas heroínas ou caçadores de vampiro adolescentes. A paciência acabou quando a Marvel pediu mais tempo para encaixar o longa no cronograma já abarrotado pela introdução de Sentry em Avengers: Doomsday. Sem roteiro fechado e com 50 anos de idade, o ator preferiu sair antes que sua estreia virasse apenas mais uma ponta.

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Efeito dominó bagunça o terror da Fase 6

A lacuna deixada por Blade pressiona uma sequência de peças. Cavaleiro Negro, apresentado em Eternos, perderia o mentor que justificava sua jornada. A planejada aparição de Dane Whitman ao lado de Moon Knight e Werewolf by Night fica sem força política para avançar. Pior: abre-se disputa interna por janela de lançamento com projetos que já têm marketing adiantado, caso da ênfase em Doctor Doom, cuja máscara dominou a SDCC 2026.

Executivos especulam empurrar o núcleo sobrenatural para séries no Disney+, mas isso criaria outro gargalo: consumo de orçamento que originalmente iria para a segunda temporada de “Wonder Man”, recém-aprovada pela empresa. Em números, Blade era visto como aposta de 150 milhões de dólares e melhor teste para classificação etária mais alta — agora, o posto volta a ficar vago.

Quem herda a lâmina decide o tom do próximo ciclo

A Marvel trabalha com três caminhos. O primeiro, menos provável, é engavetar Blade até depois de “Guerras Secretas”, como foi feito com Inumanos. O segundo é dar reboot completo e escalar um nome sub-40, abrindo espaço para mais anos de contrato. O terceiro — e mais discutido — é transformar Blade em participações calculadas em outros filmes para medir aceitação, repetindo a estratégia que reposicionou Yelena Belova e mudou a hierarquia dos Vingadores em Brand New Day.

Seja qual for a decisão, o recado já chegou ao mercado: o MCU não está imune a choques de bastidores, e a saída de Mahershala Ali grita que até projetos com selo “evento” podem ruir quando roteiro, diretor e protagonista não falam a mesma língua. Para o público, fica a pergunta incômoda — quem vai empunhar a espada de aço adamantino quando os vampiros finalmente baterem à porta do multiverso?

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