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Marvel convoca série Zodiac para reparar Secret Invasion e reacender conspirações Skrull no MCU

Nick Fury nem esfriou a cadeira de “Secret Invasion” e já terá de ceder o volante: a Marvel aprovou Zodiac, nova série do Disney+ que promete limpar a bagunça narrativa deixada pela invasão Skrull mal explicada no streaming.

O estúdio enxergou na baixa repercussão da última aventura de Fury não apenas um tropeço, mas um risco à coesão de tramas que culminam em “Avengers: Doomsday” — onde, aliás, o Capitão América de Steve Rogers já foi escondido no trailer. Zodiac nasce para tapar esses buracos e reacender o clima de paranoia que os Skrulls deveriam ter instaurado desde 2019.

Bastidores mostram pressa da Marvel após recepção morna a Secret Invasion

Executivos avaliaram que os seis episódios focados em Fury falharam em duas frentes: não entregaram a sensação de “ninguém é quem parece” e desperdiçaram figuras-chave, como G’iah, que virou super-Skrull num clímax atropelado. De acordo com produtores ligados ao roteiro, Zodiac recebeu sinal verde em regime acelerado para estrear ainda no primeiro semestre de 2025, antes mesmo de “Daredevil: Born Again”.

Nesse intervalo, a Marvel já inverteu outras apostas, como a exclusão de Rogers de “Doomsday” e a mudança de peso político no arco do Capitão. A leitura interna é que, se falhasse de novo em alinhar a ameaça Skrull, o estúdio correria o risco de repetir o “efeito Ultron”, que precisou ser repensado anos depois em “VisionQuest”.

Apressar um projeto, porém, não significou economizar. A fonte relata que o orçamento de Zodiac beira o de “Loki” temporada 2, com foco em locações práticas e menos tela verde. A ordem é devolver ao público a sensação de thriller global, algo que “Secret Invasion” prometeu e não entregou.

O que a missão Zodiac entrega que Fury não pôde

O ponto de virada é a troca de protagonista: sai o veterano ex-diretor da S.H.I.E.L.D., entra um consórcio clandestino de agentes batizado de “Zodiac” — nome pinçado dos quadrinhos para designar doze células que operam cada uma sob um signo do zodíaco. Cada episódio deverá focar em duas dessas células, permitindo saltos geográficos e narrativos que reforcem o “quem é Skrull?” sem depender de um único herói cansado.

Doze signos, doze agentes

  • Áries e Touro, ambientados em Atenas, investigam um culto que troca de rosto durante rituais.
  • Gêmeos e Câncer se infiltram em Chicago, onde um político duplicado ameaça expor superseres.
  • Leão a Virgem operam em Wakanda, esbarrando em vibranium adulterado — gancho para a fase cósmica que Chris Pratt já ventilou ao falar do retorno de Star-Lord.

A estrutura antológica serve ainda para testar novos nomes que possam migrar ao cinema sem contrato multimilionário prévio. Funcionou com Ms. Marvel; pode funcionar de novo se o público abraçar espiões com prazo de validade curto, algo próximo do que “Andor” fez em Star Wars.

No pano de fundo, a série lida com a herança de Fury. A ideia é mostrar relatórios que ele deixou para trás, expondo falhas táticas que explicam por que o veterano não identificou Skrulls infiltrados em altos cargos. Esse detalhe acerta duas pontas: protege o legado do personagem e, ao mesmo tempo, remove a expectativa de que Samuel L. Jackson resolva tudo sozinho.

Anote ainda um movimento estratégico: ao posicionar Zodiac entre “Your Friendly Neighborhood Spider-Man”, que conecta Homem-Aranha e Demolidor, e a estreia de “Doomsday”, a Marvel amarra espionagem, rua e épico cósmico numa mesma linha de tempo. É o tipo de costura que o leitor comum só perceberá quando ver G’iah citando um relatório de Áries em uma futura cena pós-créditos — e, dessa vez, a engrenagem precisa girar sem rangidos.

Se der certo, Zodiac pode transformar um tropeço narrativo em combustível fresco. Se falhar, a Marvel terá de correr de novo, mas agora sem desculpas: não haverá terceiro ato para culpar Nick Fury.

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