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NBA acende o fogo de Portgas D. Ace e coloca o New York Knicks na rota global dos otakus

O New York Knicks acaba de recrutar um pirata que cospe fogo. A NBA divulgou a primeira imagem oficial de Portgas D. Ace vestindo o lendário número 7 da franquia, peça-chave da linha “Master Stars” que vem transformando heróis de One Piece em bonecos licenciados de quadra em quadra.

Não se trata de mero fanservice: a liga de basquete mais valiosa do planeta avança sobre um mercado de 90 milhões de leitores e espectadores que, até ontem, compravam bonecos apenas da Bandai. Colocar Ace – o personagem mais popular morto na saga – no Madison Square Garden sinaliza que o front da NBA agora inclui cultura pop japonesa para disputar o bolso da Geração Z a cada posse de bola.

Knicks ganham centelha de 90 milhões de fãs graças ao “irmão de Luffy”

O casamento entre Knicks e Ace não foi sorteio. O laranja-azulado do time conversa com as chamas da Mera Mera no Mi, fruta que dá ao pirata o poder de virar fogo; o encaixe estético já virou meme por torcedores norte-americanos enquanto, no Japão, grupos de cosplay correm para adaptar o uniforme número 7 às convenções de verão.

A peça faz parte da terceira leva da coleção “Master Stars”, iniciada com Luffy no Chicago Bulls e Roronoa Zoro no Los Angeles Lakers. Ao escolher Nova York para Ace, a NBA posiciona seu segundo maior mercado global (após a China) como vitrine física do crossover. O plano inclui vitrines temáticas na Times Square, drops limitados na NBA Store e conteúdo exclusivo no aplicativo da liga durante a Summer League.

Impacto previsto? Segundo projeções internas da Toei Animation, cada lote de 10 mil unidades da linha anterior esgotou em menos de 40 minutos; a edição de Ace chega a 15 mil peças e preço 20 % maior — reflexo direto da procura internacional.

Boneco é só o começo: licenciamento mira streaming e uniformes reais

Executivos da NBA descrevem o projeto como “fase piloto” para testes mais ambiciosos: transmissões temáticas em plataformas de streaming, exposição de arte conceitual durante os jogos de Natal e, sobretudo, a chance de usar personagens em camisetas pré-jogo ainda nesta temporada. Caso o engajamento repita os números da linha de Luffy, o Knicks deverá ser o primeiro a usar warm-ups com grafismos de Ace em partidas oficiais.

Números que explicam a guinada

  • 51 % dos compradores da coleção anterior têm menos de 25 anos – público que a NBA perdeu 12 % na TV a cabo, mas recuperou no TikTok.
  • O pacote de licenças anime gerou US$ 14 milhões em 2023; a NBA espera dobrar em 18 meses.
  • Japão subiu de 11° para 8° maior mercado de League Pass após a estreia do crossover.

A nova jogada se encaixa numa ofensiva pop maior: após o anúncio de dois longas de One Piece para 2025, a franquia vive pico de busca que ultrapassou a do Super Bowl no X (antigo Twitter) durante dois dias de março. Ao levar Ace – personagem morto há mais de uma década – de volta aos holofotes, a NBA faz mais que estampar um pirata no Garden: ela reposiciona sua marca para uma audiência global que consome basquete e anime por notificações, lives e, agora, bonecos colecionáveis.

Se der certo, prepare-se para ver um camarote inteiro de fones brancos, cosplay e luzes de celular sincronizadas com cada bola de três. Porque, nos bastidores, a NBA já discute qual personagem assumirá Los Angeles Clippers e Golden State Warriors em 2025. O fogo de Ace, como se vê, foi apenas o aquecimento.

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