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Patch de 6 GB alivia Silent Hill 2 no PS5 Pro, mas escancara novo bug e ciclo de remendos

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A Bloober Team disparou nesta madrugada um patch de 6 GB para o remake de Silent Hill 2 prometendo enterrar, de uma vez, a névoa de artefatos que castigava a versão “PS5 Pro ready”. Quem ligou o jogo hoje cedo percebeu a diferença: o novo algoritmo da Sony, o PSSR, enfim entrega bordas limpas e texturas mais estáveis em 60 fps.

Só que, a menos de meia hora da liberação, jogadores começaram a publicar capturas com um defeito fresco: reflexos fantasma se formam nas poças e nos espelhos sempre que a câmera cruza um ponto de luz forte. O bug não existia antes e colocou o remake de volta no círculo vicioso das correções semanais — justamente o tipo de ruído que a editora Konami queria evitar no ano em que tenta reviver a franquia.

PSSR acerta a nitidez, mas quebra reflexos em tempo real

O grande alvo da atualização era o PSSR, tecnologia que a Sony desenhou para turbinar a resolução dos jogos no PS5 Pro sem afetar a performance. No lançamento, Silent Hill 2 sofria escadinha agressiva no serrilhado de James Sunderland e flickering em postes de iluminação. O patch corrige esses dois pontos ao recalibrar as amostragens de profundidade e textura.

Contudo, o ajuste parece ter interferido no pipeline de renderização dos reflexos dinâmicos. Em áreas internas, as superfícies metálicas ganham um “rastro” borrado que acompanha o personagem por frações de segundo. Testes preliminares mostram que o defeito só aparece no modo performance com PSSR ativado; ao forçar 30 fps nativos, o fantasma some, o que indica conflito direto com o algoritmo de reconstrução.

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Para jogadores que investiram no PS5 Pro e esperavam uma experiência premium, a troca de problemas confunde a percepção de valor. Há seis meses, casos parecidos já afligiam outros lançamentos first-party e levaram analistas a questionar se a Sony não terá de reescrever parte do kit de desenvolvimento — assunto que ganhou tração quando a empresa esvaziou o calendário de exclusivos de 2025, indicando margem para ajustes técnicos nos bastidores.

Correção sem fim vira a verdadeira ameaça de terror

Desde o anúncio, a Konami posiciona o remake como porta de entrada para novos capítulos da série. Mas o efeito repetido de “arruma aqui, estraga ali” compromete a confiança do público e, pior, estressa a equipe da Bloober, que já acumula três mini-patches em um mês para corrigir falhas no áudio 3D, no HDR e agora no PSSR.

Especialistas de performance apontam um padrão: cada hotfix se concentra em um subsistema isolado — HDR, sombras, upscaling — sem um teste de regressão que garanta estabilidade ao todo. Esse método paliativo encurta o tempo entre patches, mas amplia a probabilidade de novos bugs emergirem. É o mesmo dilema vivido por estúdios de jogos-serviço, que estimulam ciclos curtos de release; no entanto, Silent Hill 2 é um título single-player de campanha fechada, e o excesso de remendos joga contra a promessa de “experiência definitiva”.

No fim, apesar do salto visível de nitidez na TV 4K, o remake sai desta atualização com o placar empatado: um problema milionário resolvido, outro recém-criado. A Konami garante que está “monitorando relatórios”, mas, até a próxima correção, o verdadeiro horror de Silent Hill 2 mora nos espelhos — e na sensação de que o pesadelo técnico pode recomeçar a qualquer momento.

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