Todo colecionador adora ver seus consoles antigos brilhando como novos. Porém, aquele tom branco de fábrica costuma ceder ao temido “amarelo de envelhecimento”.
Para contornar o problema, muitos recorrem ao Retrobright, um método caseiro que promete clarear o plástico em poucas horas. Um teste recente, no entanto, mostrou que a solução entrega um visual bonito só no curto prazo — e cobra um preço alto depois.
Vale a pena tentar tirar amarelado de consoles?
O canal Tech Tangents, do retrogamer Shelby Jueden, colocou um Sega Dreamcast à prova para descobrir se vale a pena tirar amarelado de consoles com Retrobright. Em 2015, ele aplicou o tratamento apenas na tampa do videogame e guardou o aparelho por dez anos.
Ao recuperar o equipamento em 2025, a surpresa foi grande: a parte sem intervenção apresentou o amarelecimento esperado, mas a área “restaurada” estava ainda mais escura, com manchas fortes e coloração desigual.
Segundo Jueden, o vilão do tom amarelado é o brometo, composto adicionado ao plástico para retardar chamas. Quando exposto a luz, oxigênio ou variações de temperatura, esse elemento oxida e altera a pigmentação do material.
Retrobright acelera danos químicos no plástico
O Retrobright combina peróxido de hidrogênio, água sanitária e radiação UV para reverter a oxidação. O processo quebra cadeias moleculares na superfície do plástico, devolvendo a cor clara por um período curto.
Contudo, a mistura agressiva resseca o material e cria microfissuras invisíveis a olho nu. Com o tempo, essas fissuras favorecem uma nova reação química, causando manchas mais escuras e estrias, como visto no Dreamcast testado.
Imagem: Divulgação
Além disso, o desbotamento torna-se irregular. Partes que recebem mais luz sofrem oxidação acelerada, enquanto áreas internas permanecem claras, gerando aspecto “malhado”.
Como preservar o console sem riscos
Para o apresentador, a melhor estratégia é evitar fórmulas milagrosas e apostar em manutenção básica: limpeza periódica com pano macio, armazenamento longe de sol direto e controle de umidade.
Jueden ressalta que aceitar um leve amarelecimento faz parte da vida útil do hardware. Afinal, plásticos fabricados nas décadas de 80 e 90 foram projetados para durar, mas não para permanecer brancos para sempre.
No fim, o teste serve de alerta para quem pensa em submeter aquele Super Nintendo ou PlayStation clássico a banhos químicos. Antes de decidir, vale refletir se o resultado temporário compensa o risco de danos permanentes. Aqui na OrdemGeek, a recomendação é simples: cuide bem do seu aparelho e preserve sua história.
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