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Safran torce por bilheteria da Marvel e expõe medo de efeito dominó no novo DCU

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Quando Peter Safran, copresidente da DC Studios, confessou publicamente que está “de dedos cruzados” para que Avengers: Doomsday arrebente nas bilheterias, o mercado ouviu mais que um gesto esportivo. O executivo sinalizou, na prática, que o futuro do novo DCU depende também da saúde financeira do rival histórico.

A declaração, feita durante um evento interno de apresentação de resultados, chega dias depois de Supergirl: Woman of Tomorrow tropeçar nos cinemas e forçar a Warner a engavetar uma série Elseworlds na HBO. O timing reforça o temor de efeito dominó: se até a Marvel capotar, investidores podem fechar a torneira antes mesmo de “Superman” inaugurar o universo desenhado por James Gunn.

Fala de Safran revela fragilidade coletiva no pós-exaustão de super-heróis

Até 2019, a lógica era simples: quanto melhor para o MCU, pior — ou ao menos mais difícil — para a DC. Mas quatro anos de bilheterias murchas e séries canceladas inverteram a conta. Segundo analistas de Wall Street, o custo médio de um blockbuster de heróis já ultrapassa US$ 250 milhões; qualquer fracasso acima desse patamar contamina toda a cadeia, de ações em bolsa a contratos de licenciamento.

Ant-Man and the Wasp: Quantumania e The Flash provaram em sequência que o “público cativo” não existe mais. Agora, cada estreia é encarada como auditoria de interesse do espectador pelo gênero. Se Avengers: Doomsday falhar, estúdios e fundos de hedge devem exigir cortes brutais, atingindo inclusive produções já rodando câmeras.

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É essa a equação que explica o raro alinhamento de discurso entre rivais. Safran precisa que Kevin Feige volte a acertar para manter viva a percepção de que, sim, ainda vale despejar centenas de milhões em um “capítulo” de universo compartilhado.

Impacto direto: calendário do DCU vira jogo de xadrez em tempo real

Dentro da Warner, a fala de Safran foi interpretada como alerta. O novo DCU já sofreu revisões de cronograma — James Gunn chegou a antecipar o oitavo capítulo, como mostrou esta reportagem. Nos bastidores, produtores admitem que cada passo da Marvel será usado como termômetro para medir “tolerância a risco” no board.

Prova disso é a estratégia de diversificar formatos antes da estreia de Superman: o estúdio correu para aprovar três animações, reveladas no festival de Annecy, e adiantar artes conceituais da nova warsuit de Lex Luthor, detalhada neste artigo. Tudo para mostrar aos investidores que o DCU tem fluxo constante de ativos, mesmo se um longa atrasar ou mudar de escala.

O detalhe que passou despercebido

Na mesma fala em que demonstrou torcida pelo concorrente, Safran citou por alto “estruturas contratuais híbridas” para futuras produções. Traduzindo: a Warner estuda dividir risco com streamings e players internacionais desde a pré-produção, algo que só acontece quando o cenário de bilheteria é visto como altamente volátil. A meta é blindar filmes como The Brave and the Bold — já afetado pela ausência de Robert Pattinson — de uma eventual ressaca causada por um insucesso da Marvel.

Em resumo, a torcida de Safran não é gentileza: é autodefesa. Se Avengers: Doomsday triunfar, o copresidente ganha espaço para bancar apostas ousadas, como o terror corporal de Clayface. Se falhar, a engrenagem que sustenta heróis nas telas pode encolher — e aí não haverá multiverso capaz de salvar o roteiro orçamentário do novo DCU.

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