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Sony marca território: próximo State of Play deve acontecer em setembro e expor cartas para 2025

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Desenvolvedores parceiros da Sony foram avisados a “subir” builds promocionais às redes internas até o fim de agosto. O movimento reacendeu o rumor de que o próximo State of Play, vitrine digital da fabricante do PlayStation, ocorrerá já na primeira semana de setembro — janela em que a empresa historicamente domina o noticiário antes da Tokyo Game Show.

A urgência, porém, não se limita ao calendário: a companhia precisa demonstrar fôlego para 2025 enquanto o Xbox adota cortes de preço pontuais em mercados estratégicos e expande agressivamente o Game Pass. Sete meses após o último grande Showcase, investidores e comunidade questionam se o PS5 ainda tem munição exclusiva ou se dependerá de remasterizações e serviços para atravessar o próximo ciclo.

Setembro virou barômetro de confiança para o PlayStation

Desde 2020, a Sony empilhou anúncios cruciais no início de setembro: foi assim com God of War Ragnarök, Project Eve (hoje Stellar Blade) e o próprio Marvel’s Spider-Man 2. Essa cadência consolidou o mês como termômetro de confiança — quando o State of Play chega pontualmente, sinaliza pipeline abastecido; quando atrasa, acende alerta no mercado.

O cronograma de 2024, no entanto, está mais apertado. Entre 18 e 22 de setembro acontece a Tokyo Game Show, palco que historicamente favorece a rivalidade local com a Nintendo e distribuidoras japonesas. Se o rumor se confirmar, o State of Play precisa acontecer no máximo até o dia 12 para evitar ofuscar — ou ser ofuscado por — anúncios que escapem ao controle da marca.

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Outro fator é a produção do suposto PS5 Pro. Segundo fontes próximas a fornecedoras de componentes, kits de desenvolvimento já circulam desde janeiro. Um show de setembro permitiria revelar ao menos a existência do hardware antes que vazamentos mais contundentes se multipliquem nas redes, repetindo o trauma que a Sony viveu com o vazamento completo do PS4 Slim em 2016.

O que a Sony precisa mostrar — e o que pode ficar de fora

Com o calendário first-party quase vazio após Stellar Blade e Rise of the Ronin, a expectativa é que o State of Play dê datas cravadas para três projetos já públicos: Concord, o shooter em equipe da Firewalk; Fairgame$, o heist multiplayer da Haven; e o aguardado Marvel’s Wolverine, hoje cercado de silêncio. Internamente, comenta-se que pelo menos um desses títulos migrou para 2025, informação que a Sony poderá manejar para testar a temperatura da comunidade.

O momento também é oportuno para reforçar a política de ports de PC, que ajudou a manter receitas durante a escassez de consoles. Uma sequência de trailers “PlayStation on PC” — nos moldes de Ghost of Tsushima Director’s Cut — traria alívio imediato à projeção de receita sem canibalizar vendas de hardware. E, neste ponto, a tecnologia de streaming do futuro PS5 portátil (o já confirmado PlayStation Portal) pode ganhar um bloco dedicado, reiterando a aposta da empresa em ecosistema fechado, mas multi-tela.

Silêncio estratégico sobre live-services

Embora a Sony tenha prometido dez jogos como serviço até 2026, fontes ligadas a estúdios europeus relatam que só três projetos mantiveram cronograma após o mau desempenho de Helldivers II no pós-lançamento e o cancelamento do modo multiplayer de The Last of Us. Em vez de inflar o State of Play com promessas distantes, a companhia deve reduzir a exposição desses títulos para evitar comparações diretas com o catálogo já estabilizado do Game Pass.

Caso o evento confirme o padrão “curto e objetivo” — aproximadamente 25 minutos, com blocos de um a dois minutos por trailer —, espera-se que a Sony feche a apresentação com um teaser-surpresa, repetindo a fórmula de 2020, quando Final Fantasy XVI roubou a cena. O nome mais citado nos bastidores é um remake de Bloodborne, agora sob co-desenvolvimento entre a Bluepoint e um estúdio asiático ainda não revelado.

Com ou sem Pro no palco, a proximidade da temporada de festas e a pressão competitiva fazem do suposto State of Play de setembro mais do que um simples desfile de trailers. É ali que a Sony definirá se a narrativa de “geração curta, mas lucrativa” do PS5 se sustenta até 2025 ou se será preciso antecipar o salto de hardware para não perder tração no mercado.

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