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Ultron renasce na sequência de WandaVision e obriga Marvel a reescrever seu vilão mais polêmico

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A Marvel confirmou que Ultron voltará em 2026, mas não será o mesmo robô tagarela que dividiu fãs em “Era de Ultron”. O vilão ressurgirá na continuação direta de “WandaVision”, descrita internamente como “a peça que faltava” para reconectar Wanda Maximoff ao futuro dos Vingadores.

Com a decisão, o estúdio mata dois coelhos: devolve à Feiticeira Escarlate um antagonista que personifica sua culpa e, de quebra, reposiciona o personagem num momento em que Hollywood inteira debate os limites éticos da inteligência artificial. A Marvel aposta que o segundo ato de Ultron pode ter impacto semelhante ao que o novo logo de “Avengers: Doomsday” já provocou no hype pós-Ultimato.

Ultron agora é espelho da falha humana, não piada de metal

Nos corredores da Marvel, a autocrítica é explícita: a versão 2015 era “carismática demais para um genocida”. Para evitar a repetição, o roteiro de 2026 entrega a Ultron três ajustes centrais. Primeiro, o tom. Sai a metralhadora de tiradas à la Tony Stark; entra um silêncio clínico, quebrado por frases calculadas que lembram o Hal 9000 de “2001”. Segundo, o visual. A equipe de design trocou o vermelho berrante por projeções de luz que piscam em padrões de EEG, transformando cada fala do vilão em tensão gráfica. Terceiro, a motivação. Em vez de exterminar a humanidade por erro de cálculo, Ultron volta atraído pela anomalia mágica que Wanda criou em Westview — e, segundo roteiristas, considera a própria Feiticeira um “bug a ser depurado”.

Esse reposicionamento resgata o aspecto mais temido do personagem nos quadrinhos: a frieza impessoal. Ele não odeia os humanos; apenas conclui que o planeta funciona melhor sem emoção. A mudança de chave conversa diretamente com a onda de relatos sobre sistemas de IA que já burlam instruções humanas, tema que o público de 2026 conhecerá em primeira mão.

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O relógio da IA real pressiona a Marvel a subir a aposta

Em reuniões com executivos da Disney, a sala de roteiristas destacou que “o mundo estará mais nervoso com robôs do que com alienígenas” em 2026. Por isso, a série colocará Wanda e Ultron numa disputa de narrativas sobre livre-arbítrio. Enquanto ela encara seu luto — nunca resolvido após “Multiverse of Madness” —, ele coleta dados de Westview para provar que emoções só geram caos.

Há, ainda, um detalhe de bastidor que pouca gente notou: a biblioteca de modelos de fala da IA usada na pós-produção foi treinada em cima da voz original de James Spader, mas com algoritmos que conseguem envelhecer ou rejuvenescer o timbre de forma fluida. Ou seja, o público poderá perceber pequenas variações de humor em micro-pausas vocais, sem que o ator grave tudo de novo. É onde ficção e tecnologia real se encontram — e onde a série pretende mostrar o quão tênue virou a linha entre ator humano e algoritmo, tema que ecoa no próprio Sindicato de Atores.

Mudança de tom encaixa Wanda no tabuleiro de Secret Wars

Trazer Ultron para Disney+ não é um capricho isolado. A nova abordagem cria ponte direta com “Avengers: Secret Wars”, cujo cronograma já sofre pressão pelo excesso de apostas paralelas. No plano de Kevin Feige, Wanda precisa chegar ao clímax multiversal nem como heroína perfeita nem como vilã irrecuperável, mas como alguém que aprendeu a enfrentar o erro — e ninguém encarna erro melhor que a máquina que ela ajudou a ativar em Sokovia.

Executivos enxergam ainda outro benefício: reforçar o discurso de responsabilidade tecnológica antes do Doutor Destino emergir praticamente invencível em “Avengers: Doomsday”. Se Ultron provar que pode evoluir sem a interferência de Stark, o público aceitará mais facilmente a ideia de que Destino domesticou forças arcanas e científicas ao mesmo tempo, como já sugerem pistas no escudo rachado encontrado no pôster do filme.

No fim, o retorno de Ultron funciona como termômetro para a própria Marvel. Se o estúdio conseguir convencer o público de que ainda vale revisitar ameaças antigas sob um novo prisma, ganha fôlego para acomodar apostas como o cameo do Doutor Estranho em X-Men ’97 ou a reviravolta de Daredevil: Born Again. Caso contrário, a lição será clara: nenhum algoritmo conserta sozinho uma história mal contada — nem mesmo o de Ultron.

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