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SEGA confirma uso pontual de IA generativa e promete cautela nos próximos jogos

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O debate sobre inteligência artificial acaba de ganhar mais um capítulo na indústria de games. Durante a apresentação de seus resultados financeiros, a SEGA confirmou que já experimenta a IA generativa em projetos internos.

A companhia, no entanto, foi enfática: a tecnologia só será aplicada “quando for adequado”, evitando setores que possam sofrer rejeição dos fãs, como a criação de personagens e roteiros.

IA generativa chega à SEGA com foco em eficiência

Questionados por investidores sobre como reduzir os custos de produção, diretores da SEGA explicaram que a IA generativa surge como ferramenta de otimização, não como substituição total do trabalho humano. Segundo eles, o objetivo imediato é agilizar tarefas repetitivas, simplificar processos de desenvolvimento e, assim, liberar tempo dos criadores para atividades mais estratégicas.

Embora reconheça o potencial de ganho de produtividade, a empresa japonesa admite que o público ainda reage com cautela à ideia de conteúdo feito por IA. Por isso, cada departamento avaliará individualmente se o uso da tecnologia é ou não bem-vindo em cada fase do projeto.

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Esse posicionamento reforça o histórico da SEGA de testar tendências sem “mergulhar de cabeça”. Foi assim com NFTs, metaverso e, agora, com a promessa dos chamados supergames — títulos gigantescos que unem diversas plataformas e fontes de receita.

Resistência cultural e busca por redução de custos

No Ocidente, gigantes como Electronic Arts e Activision Blizzard já abraçaram softwares generativos, apostando na diminuição de prazos e orçamentos. No Oriente, porém, parte dos estúdios ainda impõe barreiras e até filtros de contratação para evitar artistas que utilizam IA. Mesmo assim, a pressão por cortes de gastos e maior eficiência aumenta a cada trimestre.

SEGA confirma uso pontual de IA generativa e promete cautela nos próximos jogos - Imagem do artigo original

Imagem: Divulgação

Ao que tudo indica, o fator decisivo virá dos números. Se a IA generativa provar, na prática, que economiza dinheiro sem comprometer a qualidade dos jogos, a onda de adoção pode se tornar inevitável, inclusive para produtoras tradicionalistas.

Ocidente x Oriente: tempos distintos, metas iguais

Empresas ocidentais, mais focadas em velocidade de mercado, não hesitaram em integrar ferramentas como ChatGPT ou Stable Diffusion em seus fluxos de arte conceitual e prototipagem. Já as produtoras japonesas preferem passos curtos, temendo impacto na assinatura artística de suas franquias.

A SEGA, posicionada entre esses dois mundos, tenta equilibrar expectativas: absorve a inovação para cortar despesas, mas evita mexer no que define suas marcas. Resta saber se essa estratégia híbrida será suficiente para manter competitividade num cenário em que cada centavo conta.

Para nós, leitores do OrdemGeek, fica a pergunta: até onde a IA generativa vai alterar a forma como jogamos e nos emocionamos? Comente e acompanhe as próximas novidades no site.

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