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Final Fantasy 16 custou metade de Final Fantasy 7 Rebirth, dizem investidores

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A Square Enix volta ao centro das atenções financeiras. Um grupo liderado pela 3D Investment Partners expôs o valor exato gasto em seus últimos grandes lançamentos, alimentando novo debate sobre os custos crescentes dos JRPGs.

O ponto mais chamativo é que Final Fantasy 16 custou metade de Final Fantasy 7 Rebirth. Para os investidores, a diferença de números evidencia processos de produção pouco eficientes, impactando diretamente o lucro e o desempenho da empresa.

Final Fantasy 16 custou metade de Final Fantasy 7 Rebirth: entenda a diferença

De acordo com a apresentação entregue à cúpula da companhia, Final Fantasy 7 Remake saiu por US$134 milhões, enquanto Final Fantasy 7 Rebirth ficou em US$119 milhões. Já Final Fantasy 16, lançado em 2023, consumiu “apenas” US$58 milhões – praticamente metade do valor empregado no capítulo mais recente da saga Cloud.

Com esses números na mesa, a 3D Investment Partners questiona por que um jogo totalmente novo tem orçamento tão menor que um remake. A resposta, para eles, está na gestão de equipe e no tempo gasto em cada projeto, fatores que inflacionariam custos sem garantir retorno proporcional nas vendas.

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Para o leitor do OrdemGeek, vale lembrar que Rebirth apresenta mapas maiores, mecânicas adicionais e dublagem extensa, o que explicaria em parte a conta mais salgada. Ainda assim, a margem entre US$119 milhões e US$58 milhões levanta dúvidas até mesmo entre fãs fiéis da franquia.

Comparação com projetos da Capcom

Os investidores usaram a Capcom como exemplo de eficiência. Monster Hunter Rise, lançado em 2021 para Switch e PC, custou apenas US$15 milhões, segundo o documento. Já Dragon’s Dogma 2, recém-chegado ao mercado, teria exigido cerca de US$64 milhões.

Mesmo com orçamentos menores, ambos os títulos alcançaram boa recepção comercial, reforçando o argumento de que gastar mais não garante sucesso. O caso de Forspoken, da própria Square Enix, ilustra o risco: o RPG de mundo aberto teria ultrapassado US$70 milhões e ficou aquém das expectativas.

Acionistas pedem corte de gastos e produção mais ágil

A 3D Investment Partners, agora apoiada por outros acionistas, defende um plano para cortar despesas e reduzir prazos de desenvolvimento. Eles sustentam que projetos de grande porte devem ter metas de custo claras e revisões periódicas para evitar estouros orçamentários.

Na visão do grupo, a diferença entre Final Fantasy 16 custou metade de Final Fantasy 7 Rebirth mostra que há espaço para otimizar processos internos. Eles sugerem repensar o número de profissionais alocados, terceirizar etapas específicas e adotar ferramentas de produção que acelerem o ciclo de criação.

Agora, a bola está com a diretoria da Square Enix, que precisará dialogar com investidores e explicar como pretende equilibrar ambição criativa e responsabilidade financeira nos próximos capítulos de suas franquias clássicas.

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