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Mentira do 14º Príncipe implode jogo de poder em Hunter x Hunter 413

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A revelação mais esperada do arco da sucessão veio à tona no capítulo 413: Woble, o indefeso “14º Príncipe”, nunca foi princesa. Kurapika desmonta a narrativa oficial diante dos guardas reais e torna pública a farsa criada pela rainha Oito — o bebê é menino, sobrinho dela e, portanto, um intruso na linha de sucessão de Kakin. Em segundos, o mangá trocou o tabuleiro diplomático por uma bomba relógio.

Para o leitor acostumado a ver Hunter x Hunter avançar centímetros por mês, a mudança soa sísmica. A dúvida agora não é quem vai proteger Woble, mas quem vai usá-lo: se o menino não tem legitimidade, eliminar ou sequestrá-lo deixa de ser regicídio e vira manobra estratégica. A deriva jurídica de Beyond Netero, que estuda silenciosamente os códigos de Kakin, ganha cor urgente — e pode levar o público ao mesmo tipo de virada que pegou fãs de One Punch Man de surpresa na terceira temporada recentemente.

Kurapika rasga o manual da guarda real

No início da campanha política, Kurapika se limitava a proteger Woble enquanto negociava cérebro a cérebro com os demais príncipes. Ao revelar o sexo do bebê em pleno convés da Baleia Negra, ele abandona a posição defensiva e obriga a família imperial a se posicionar publicamente. O movimento faz sentido: a guarda dele está exangue, o depósito de balas de Nen já não engana ninguém e, sem choque imediato, Woble acabaria alvo fácil de Halkenburg e Tyson.

O efeito cascata começa pelos aliados involuntários. Biscuit, sentindo a pressão, convoca Melody para um reconto dos juramentos de Nen que ainda vigem entre os competidores. Já as máfias do Quarto Andar farejam oportunidade: se Woble não vale mais um trono, vale a chantagem sobre príncipes que precisam apagar pistas da fraude. Nenhum tiro foi disparado, mas o arco deixou de ser batalha espiritual para virar thriller político — e a série encontra um terreno que lembra o caos institucional mostrado na volta de Rurouni Kenshin no Kyoto Arc.

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Beyond Netero testa brecha constitucional para o Continente Negro

Enquanto o escândalo explode, Beyond Netero aparece folheando os códigos navais de Kakin como quem lê menu de restaurante. A montagem é curta, mas o painel exibe duas expressões que não estavam ali por acaso: “cessão extraordinária” e “território excepcional”. No jargão do país fictício, esses termos indicam que um capitão pode atravessar fronteiras sem autorização real caso comprove risco de calamidade a bordo.

Se Woble — agora ilegítimo — for declarado ameaça à sucessão, Beyond ganha justificativa para acelerar a expedição ao Continente Negro sem esperar pelo aval do rei Nasubi. É o tipo de gambito que o autor Yoshihiro Togashi gosta: mover uma peça em silêncio para, capítulos depois, mostrar que todo mundo estava olhando para o canto errado do tabuleiro. Com isso, a tensão sobrevive mesmo se a ação em alto-mar demorar outros 20 capítulos — e Togashi compra tempo para introduzir criaturas tão estranhas quanto Repugnus, o “monstrengo” que voltou à cena dos Transformers graças a um colecionável recente.

Na superfície, o capítulo 413 é só uma troca de identidade; no subsolo, é a faísca que legitima qualquer ataque, sequestro ou fuga nos próximos volumes. Hunter x Hunter segue sem previsão de pausa, mas o leitor agora sabe que cada página pode reescrever a lei — e, neste arco, a lei vale mais que o Nen.

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