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Gunn escala dois Lanternas em ‘Superman 2’ e dispara jogada para colar o DCU

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Uma única foto divulgada por James Gunn bastou para virar o fim de semana dos fãs: o uniforme verde refletido em duas viseiras deixou claro que Hal Jordan e John Stewart vão dividir a tela em “Superman 2: Man of Tomorrow”, previsto para 2027. É a primeira vez que o cineasta confirma, de forma direta, a presença simultânea dos dois Lanternas no cinema — e ele fez isso antes mesmo de o primeiro “Superman” chegar aos cinemas em 2025.

O movimento não é mero agrado a fãs de quadrinhos; é peça de um xadrez maior. Após tropeços de calendário e a pressão por coesão interna, Gunn enxergou nos Lanternas o elo capaz de costurar diferentes franquias cósmicas, evitar um “efeito Snyder Cut” e acalmar investidores ainda receosos depois do revés com “Supergirl”.

Foto de bastidor escancara a pressa estratégica

A imagem, publicada na madrugada de sexta para sábado, mostra duas lanternas energéticas projetadas em uma parede de estúdio. A legenda curta — “Eles chegam em 2027” — não cita nomes, mas a combinação de botas brancas (marca de Hal) e ombreiras sólidas (padrão de John) não deixa dúvida. É a mesma tática de micro-revelações que já fez Gunn atropelar o próprio calendário e anunciar o 8º capítulo do DCU meses antes do capítulo inicial estrear.

Internamente, executivos veem a foto como resposta à desconfiança gerada pelo adiamento de “Lanterns”, a série que deveria introduzir o Corpo de Patrulheiros Galácticos. Ao realocar Hal e John para o filme do Superman, Gunn evita um buraco de dois anos na linha do tempo e evita que o DCU repita o vácuo narrativo que afundou o pós-“Liga da Justiça” de 2017.

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Hal e John viram cola narrativa do DCU

Ao contrário de Batman ou Mulher-Maravilha, os Lanternas operam em escala interplanetária e têm autorização orgânica para visitar qualquer herói, de Metrópolis a Oa. Isso permite que “Superman 2” funcione como hub de ligações cruzadas: os anéis verdes podem chamar reinforço de novos Lanternas em filmes futuros, justificar a chegada de personagens cósmicos e até costurar a aguardada série “Lanterns” sem parecer spin-off tardio.

Nos bastidores, roteiristas citam “Lendas do Amanhã” como exemplo do que não repetir: muitos personagens, pouca relevância. O plano de Gunn é usar Hal como veterano cético e John como novato pragmático, reproduzindo em escala Interestelar o embate “esperança versus realismo” que já move Clark Kent. A ideia ganha eco no recente redesign de vilões como Clayface, indicando que cada núcleo trará sua própria assinatura visual, mas estará interligado por temas.

Risco calculado ecoa fantasma do “Snyder Cut”

Trazer duas versões de um mesmo herói lembra, à primeira vista, a superlotação que levou fãs a clamarem pelo “Snyder Cut”. A diferença é que Gunn controla a narrativa desde o início, soltando pistas em doses homeopáticas e medindo a temperatura do fandom a cada postagem. O método inclui torcer publicamente pela bilheteria concorrente, como fez ao comentar o próximo filme da Marvel, numa tentativa de evitar efeito dominó caso a maré dos super-heróis azede de vez.

O risco continua alto: se “Superman” fracassar em 2025, o anúncio de dois Lanternas pode parecer precipitado e custar caro à confiança do público. Mas, por ora, a jogada deu resultado. Hashtags com “#HalJordan” e “#JohnStewart” dominaram o X (ex-Twitter) em menos de três horas, e as primeiras leituras de mercado apontam aumento imediato de buscas pelos bonecos da linha McFarlane Toys. Gunn sabe que não pode garantir bilheteria, mas aprendeu que pode, sim, controlar o pulso da conversa — e, no espelho esverdeado dessa foto, ele enxergou a cola que precisava para manter o DCU em uma única peça.

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