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Avengers: Doomsday decreta fim da era Paul Rudd como Homem-Formiga com sumiço da Vespa

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Quando o roteiro fechado de Avengers: Doomsday chegou às mãos dos licenciadores na última semana, o nome de Hope van Dyne simplesmente não aparecia. Nas entrelinhas, a ausência da Vespa escancara outra virada: Paul Rudd, rosto do Homem-Formiga desde 2015, não deve mais integrar a linha de frente dos Vingadores após a próxima reunião em tela grande.

Trata-se de muito mais do que um corte de coadjuvante. Sem a parceira que definiu seu arco familiar e romântico, Scott Lang perde a razão de existir na fase cósmica que levará ao confronto final com o Doutor Doom, já anunciado para além de 2026. E, segundo fontes que acompanham as renegociações internas, esse foi o pretexto encontrado para encerrar um contrato que já custava caro e destoava dos rumos sombrios planejados para a franquia.

Marvel aposenta dupla Ant-Man e Vespa para abrir espaço ao multiverso mais sombrio

O universo do Homem-Formiga sempre serviu de alívio cômico e laboratório quântico. Funcionou bem enquanto o estúdio precisava mostrar a elasticidade do MCU, mas agora a prioridade é conectar linhas temporais, como antecipado pela imagem que coloca Loki como “Deus das Histórias”. Nesse tabuleiro, a leveza de Scott e Hope perdeu território para figuras moralmente ambíguas — e mais rentáveis em produtos premium.

Executivos ouvidos em condição de anonimato afirmam que o sumiço da Vespa foi decidido no mesmo comitê que autorizou a volta do sangue em Demolidor: Born Again. O diagnóstico é simples: piadas de assalto não conversam com realidades multiversais onde a aniquilação de planetas é regra. Evangeline Lilly não teve o contrato renovado, e a sala de roteiristas foi instruída a tratar Scott como “personagem-ponte”, isto é, utilizável em participações pontuais, mas não na linha de frente.

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Ausência de Hope indica saída gradual de Rudd e altera a lista de veteranos pós-Estalo

Paul Rudd ainda é listado no primeiro ato de Avengers: Doomsday, porém sem arco próprio. O herói surge apenas para entregar dados do Reino Quântico e some após a formação oficial do novo time — movimento parecido com o da “aposentadoria funcional” de Jeremy Renner em Ultimato. Na prática, isso retira da mesa um dos últimos sobreviventes do Estalo de Thanos que mantinham tom cotidiano no MCU.

O detalhe que deve passar despercebido a olhos menos atentos é contratual: Rudd assinou em 2013 por seis longas, contando participações. Com Doomsday, o compromisso se encerra num ponto perfeito para escalonamento de cachês. Já o núcleo quântico, antes cotado para Secret Wars, foi reatribuído ao trio Reed Richards, Kang e Doom — pista reforçada pelas especulações de que a Fase 7 pode usar Doom como pretexto para o retorno de Thanos.

Sem a Vespa e com Rudd em aparições simbólicas, a Marvel limpa o terreno para que o choque entre gerações, não a comédia, dite o tom dos próximos Vingadores. Resta ao público decidir se sentirá falta do herói que encolhia seu próprio protagonismo para caber num bolso — literalmente e, agora, também no plano de negócios do estúdio.

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