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Sony junta PlayStation Plus e Crunchyroll e libera Dragon Ball e Naruto sem custo extra

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Jogadores de PlayStation acordaram nesta terça (horário de Tóquio) com um ícone laranja a mais na aba de vídeo: o Sony Pictures Core passou a exibir, sem cobrança extra, um bloco dedicado à Crunchyroll recheado de Dragon Ball, Naruto, Demon Slayer e outros campeões de audiência.

A decisão coloca, pela primeira vez, o serviço de anime dentro do pacote PS Plus Deluxe — faixa premium da assinatura de jogos — e injeta instantaneamente mais de 100 séries na rotina de 120 milhões de consoles ativos, segundo dados da própria Sony.

Clássicos rivais agora dividem o mesmo controle remoto

Até ontem, reunir Dragon Ball (Toei) e Naruto (Pierrot) no mesmo app exigia pular entre plataformas e licenças regionais. O novo acordo resolve essa logística ao criar uma “estante única” que mescla as franquias mais valiosas do shōnen sem que o usuário precise pagar ou instalar nada além do que já usa para jogar God of War.

Por enquanto, o hub chega com 24 títulos destacados — entre eles Dragon Ball Super, Naruto Shippuden, Jujutsu Kaisen, Spy x Family e o recém-chegado Demon Slayer: Infinity Castle. A lista tende a girar mensalmente, mas as séries ficam íntegras, com dublagem e legendas em português onde a Crunchyroll já possui os direitos completos.

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Sony testa o “bundle 2.0” para travar usuários dentro do ecossistema

Analistas de mercado vinham cobrando da Sony uma resposta às fusões agressivas de Disney (Hulu + Disney+) e da Netflix com seus games móveis. Ao acoplar o catálogo da Crunchyroll ao PS Plus, a empresa dá o primeiro passo na estratégia de “valor composto”: somar mídia linear a videogame, mantendo o assinante ocupado sem sair do ecossistema.

O movimento também economiza marketing. Séries que já são procuradas pelos jogadores aparecem na vitrine do próprio console, e a Sony transforma usuários passivos de streaming em potenciais compradores de itens in-game, estátuas ou até ingressos de cinema via mesma carteira digital.

Por que isso mexe com o bolso do brasileiro

Na América Latina, a assinatura Deluxe custa R$ 389,90 por ano. Um plano Mega Fan da Crunchyroll sai a R$ 299,90. A soma tradicional ultrapassaria R$ 689,80, mas o novo arranjo reduz a conta em 43% para quem já mantinha o serviço de jogos — cifra que pressiona concorrentes como Netflix (R$ 55,90) e Prime Video (R$ 19,90) a repensarem pacotes.

Embora o acordo seja interno, a Sony sinaliza que parte dos custos virá de merchandising: banners de Dragon Ball dentro da PS Store já empurram skins de Fortnite e colecionáveis físicos. É uma troca de tráfego que a empresa domina desde a era do Blu-ray, mas agora com IPs pelas quais pagou US$ 1,2 bilhão ao comprar a Crunchyroll em 2021.

Se o teste em consoles der certo, executivos ouvidos em condition de anonimato admitem que o bundle pode migrar para smart TVs da linha Bravia ainda em 2024, abrindo uma frente nova no embate contra dispositivos Roku e Fire TV. Até lá, os fãs brasileiros ganham um raro sossego: Dragon Ball e Naruto, rivais históricos de audiência, finalmente cabem no mesmo botão — e, desta vez, com legenda correta e sem atraso de licenciamento.

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