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Kotobukiya reúne Joker, Crow e Violet e prolonga a era Persona 5 no mercado premium

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Nove anos depois de lançado, Persona 5 ainda encontra maneiras de aparecer na linha de frente. A Kotobukiya abriu pré-venda para Violet — a ginasta que roubou cena em Royal — com um detalhe que muda o jogo: o pedestal da nova peça se encaixa aos já lançados de Joker e Crow, formando um diorama inédito que recria o coração de um dos palácios do RPG.

Não é só um agrado estético. Ao reunir o herói, o arquirrival redimido e a integrante mais recente sob um mesmo cenário, a fabricante garante o primeiro “pacote de protagonismo” de Persona no segmento high-end japonês. O movimento chega justamente quando fãs cobram da Atlus novidades sobre Persona 6 — e a ausência de anúncio vira espaço para o marketing estender a vida comercial do capítulo anterior.

Pedestais que se conectam contam outra história fora dos jogos

Batizada de “Oshi Works”, a série da Kotobukiya usa escala 1/8 e acabamento semi-artesanal para disputar o topo da prateleira com marcas como Megahouse e Good Smile. Joker e Crow vieram primeiro, cada um por cerca de 19 800 ienes, mas carregavam bases soltas que sugeriam a ideia de um cenário maior. Com Violet, lançada a 22 000 ienes e entrega prevista para o primeiro trimestre de 2025, o quebra-cabeça se fecha: os três suportes se unem e revelam o vitral quebrado que conduz ao Tesouro do palácio de Shujin.

O recurso de “linkar” estatuetas nasceu em linhas de battle shounen, mas raramente era usado em séries de RPG, que costumam vender personagens isolados. A Kotobukiya aposta que montar uma cena completa aumenta o tíquete médio de forma orgânica — a pré-venda de Crow, encerrada em abril, teve nova rodada aberta horas após o anúncio de Violet. A estratégia lembra a corrida por nostalgia que fez a Bandai ressuscitar o quarteto dourado de Dragon Ball e a Takara-Tomy colocar Hello Kitty dentro de um mecha.

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Atlus usa o hiato de Persona 6 para monetizar a saudade

Persona 5 vendeu mais de 9 milhões de cópias somando Royal, Strikers e Tactica. Mesmo assim, a Atlus evita cravar datas para a sequência principal. Enquanto isso, licenças fluem: o anime Royal chegou ao serviço de streaming na Ásia, Tokyo recebe novo musical em outubro e, agora, o trio de figuras cria barulho global. Cada passo funciona como lembrete de que a franquia continua viva, mesmo sem jogo inédito.

O silêncio calculado repete a lógica que fez a Shueisha prolongar One Piece — desmontada quando Space Brothers assumiu a dianteira na lista da Oricon. No caso de Persona, o risco é menor: a própria Atlus revelou ter “múltiplos projetos em produção”, mas evita usar a palavra “seis” para manter o suspense. Até lá, colecionáveis premium como o set da Kotobukiya funcionam como válvula de escape financeira e termômetro de apetite da base de fãs.

Para o consumidor, a equação é simples: quem ficou com Joker e Crow quase se obriga a completar o cenário com Violet. Para a Atlus, cada check-out serve de lembrete de que o relógio da nostalgia gira a favor — mas não para sempre.

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