InícioDCSérie “Man of Tomorrow” faz de Superman a âncora do novo DCU...

Publicações relacionadas

Série “Man of Tomorrow” faz de Superman a âncora do novo DCU — e revela a pressa de James Gunn

- Publicidade -

James Gunn não esperou “Superman” chegar aos cinemas em 2025 para dar ao kryptoniano outra missão. O chefão da DC Studios confirmou o desenvolvimento de “Man of Tomorrow”, série derivada que expande a história do herói logo depois dos créditos do filme e antes mesmo de sabermos se o público vai gostar do novo Clark Kent vivido por David Corenswet.

Ao fincar uma produção seriada já em pré-roteiro, Gunn joga luz sobre seu maior medo: repetir o efeito dominó que engoliu o antigo DCEU quando os longas fracassavam nas bilheterias. A lógica agora se inverte — o streaming da Max vira guarda-chuva de sustentação imediata, enquanto o cinema testa conceitos em grande escala.

Spin-off nasce como seguro criativo para um universo ainda frágil

O anúncio não traz elenco, número de episódios ou data, mas traz timing: foi disparado internamente no mesmo pacote que confirmou cortes no roteiro de “Supergirl: Woman of Tomorrow”. Segundo fontes próximas ao estúdio, a ordem é evitar qualquer sobrecarga de orçamento concentrada num único filme. Se “Superman” ratear, o investimento já migra para a série, que custaria cerca de um terço do blockbuster e manteria o personagem em evidência até 2027.

Esse modelo espelha a escolha feita em “Lanterns”: a investigação noir dos Lanternas funciona como linha de sustentação temática para o cinema, além de testar vilões que podem saltar para as telonas. “Man of Tomorrow” assume função idêntica — será o laboratório narrativo para antagonistas menos conhecidos e para a construção do Planeta Diário como centro político do DCU, algo que o longa não terá tempo de explorar.

- Continua após publicidade -

Aposta devolve relevância a uma marca que quase foi reciclada

Vale lembrar que “Man of Tomorrow” era, até 2020, o título preferido dos executivos da Warner para o reboot de Superman. O projeto naufragou na ponte entre Jason Kilar, ex-CEO da WarnerMedia, e a fusão com a Discovery. Gunn retoma o selo justamente para sinalizar ruptura definitiva com a fase Snyder, já ventilada pelo novo uniforme de Corenswet, como discutimos em artigo anterior.

Há também um cálculo de marketing: “Superman” chega aos cinemas disputando atenção com o Batman de Matt Reeves, que prepara “The Batman 2”. Enquanto Reeves se apoia em Robin para refrescar Gotham, Gunn usa a telinha para grudar o público no kryptoniano e impedir que Bruce Wayne roube a conversa cultural em 2025-26.

O detalhe escondido: direitos de TV destravam a galeria de vilões

Uma cláusula herdada da década de 1990 limitava o uso simultâneo de certos antagonistas de Superman em cinema e TV. Com a consolidação da Max sob o mesmo guarda-chuva da DC Studios, o entrave expirou em dezembro de 2023, abrindo espaço para personagens como Parasita e Brainiac aparecerem na mesma janela. “Man of Tomorrow” será o primeiro título a explorar essa liberdade, o que explica a pressa de Gunn em oficializar a série antes de fechar o roteiro final do filme.

Se funcionar, a estratégia gera efeito cascata: vilões testados no streaming chegam com público já aquecido aos próximos longas — metodologia que Marvel tentou com menos sucesso em suas séries do Disney+. A diferença é que Gunn parte do princípio inverso: cinema lança o herói; TV, o mundo ao redor. É o mesmo movimento que levou o executivo a mandar reescrever “Supergirl” e a transformar “Lanterns” no fio investigativo do DCU, como abordado em levantamento recente.

No fim das contas, “Man of Tomorrow” é menos um agrado aos fãs e mais um pilar de segurança para um universo em reconstrução. Gunn prefere armar múltiplas saídas antes de arriscar outro rombo bilionário — e, ao que tudo indica, o amanhã de Superman começa agora, na sala de roteiristas da Max.

Acesse diariamente nossas dicas sobre animes e games para não perder nada. Siga também o RadioGeekBR no Facebook!

- Anúncio -

Últimas publicações