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LEGO abandona o “bonecão eletrônico” e traz minifiguras clássicas para Super Mario

O primeiro vazamento circulou como rumor de corredor, mas a LEGO confirmou nesta quinta-feira: a próxima leva de Super Mario abandona o boneco eletrônico cabeçudo e adota minifiguras no padrão clássico da marca. É a reviravolta mais brusca desde 2020, quando a linha chegou às lojas com um Mario digital que piscava LED e fazia barulhos, mas era incompatível com qualquer cenário fora de seu ecossistema.

Na prática, a novidade libera Bowser, Peach e companhia para contracenar com Homem-Aranha, Darth Vader ou a frota de piratas do Bricklink, algo que fãs pediam nos fóruns e subreddits havia anos. E, para o próprio Grupo LEGO, significa trocar a aposta em componentes eletrônicos—caros, sujeitos a recalls—por um formato colecionável que renova margens e dialoga com a febre de nostalgia que já empurrou o adiamento de He-Man para 2027.

Virada mira o bolso de AFOLs e corrige tropeço de adoção infantil

A linha interativa vendida nos últimos quatro anos virou case de engajamento morno. Segundo analistas de varejo europeus, só 18 % dos compradores adquiriram expansões além do kit inicial—número baixo para um sistema fechado. Já o público adulto (AFOL) ignorou por completo o formato eletrônico, incapaz de caber em dioramas tradicionais.

Trazer minifigs faz a coleção sair do corredor de brinquedos e entrar na vitrine de colecionáveis. A própria Nintendo, que no ano passado mostrou força com o filme de US$ 1,3 bi, pressiona por visibilidade mais duradoura. O timing também prepara terreno para o shooter “Nodus Fall”, da HoYoverse, e outras investidas que reposicionam marcas de games como franquias transmídia, como analisamos em reportagem recente.

Primeiros sets escondem peças inéditas e sinal de ‘fase 2’

Os kits revelados incluem Mario’s Warp Pipe Exit, Bowser’s Ship Hangar e um Battle Pack Goomba—todos com minifiguras articuladas, chapéu removível e olhos impressos, nada de displays LCD. Duas peças, porém, chamam atenção no material de imprensa interno: um “tile” de bloco “?” com pintura metalizada e um tubo verde moldado numa cor nunca usada fora das pistas de corrida de Speed Champions. Fontes na Dinamarca afirmam que ambos servem de ponte para cenários modulares maiores, sugerindo expansão anual sem necessidade de componente eletrônico algum.

Detalhe que passa batido

A foto em 4K revela que o cano verde tem três pontos de encaixe tecnicamente incompatíveis com os pinos de 5 mm tradicionais. É o mesmo padrão usado na linha 3-in-1 Creator para LEDs minúsculos. Ou seja, a LEGO não matou a eletrônica; ela a escondeu. A tendência é ver, em 2025, um “booster” de iluminação acoplável, à la Light Kit, vendido à parte—modelo semelhante ao que a Roblox vem fazendo com códigos de gemas que injetam valor extra em hits como Re:AOPG.

Com minifiguras no lugar do bonecão e um sistema de upgrades discretos, a LEGO acerta dois públicos de uma vez: as crianças que ainda colecionam Mario e os adultos que querem Bowser dividindo a prateleira com o DeLorean. O jogo, agora, é ver se a Big N permitirá que a próxima fase inclua outras franquias—Zelda, Metroid, Kirby—e mantenha o hype antes de o relógio desacelerado de GTA 6 roubar a cena em 2026.

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