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Relógio de luxo recria Hollow Purple e eleva a guerra dos produtos premium de Jujutsu Kaisen

Um feixe roxo corta o mostrador, gira junto aos ponteiros e só se revela por completo no escuro: é assim que a Angel Clover materializa a técnica Hollow Purple de Satoru Gojo em sua nova coleção de relógios para o quinto aniversário de Jujutsu Kaisen. Cada unidade, limitada a 2.000 peças, custa o equivalente a R$ 2,4 mil e esgotou a primeira pré-venda em menos de quatro horas no Japão.

O detalhe não é só estético; ele marca a escalada de Jujutsu Kaisen rumo a um patamar onde poucos animes conseguem entrar: o do acessório de luxo que rivaliza com marcas tradicionais de moda. A operação mira fãs que cresceram com a série, agora com poder de compra para investir em artigos colecionáveis que durem bem mais que uma temporada de streaming.

Feixe luminoso que atravessa o aço explica o valor cobrado

Para replicar o Hollow Purple, a Angel Clover adotou um tubo de capilaridade preenchido com pigmento fotoluminescente; quando a luz incide, o feixe parece atravessar o cristal de safira de 43 mm. A incorporação desse microtubo exigiu recalibrar o calibre Miyota interno — intervenção que, segundo relojoeiros consultados pelo portal, acrescenta até 25% no custo final de produção.

O design ainda traz o “Seis Olhos” de Gojo gravado em laser na coroa, pulseira de silicone texturizada como o uniforme dos feiticeiros e fundo transparente que revela o movimento automático. A combinação reforça o apelo high-end, segmento que já rendeu à Bandai, com seus model kits samurais de Gundam, um salto de 18% em ticket médio em 2023.

Anime vira vitrine de relojoaria e encurrala marcas tradicionais

Relógios temáticos não são novidade, mas a janela de Jujutsu Kaisen expõe uma mudança de escala: lojas de departamento em Tóquio relatam que peças ligadas a animes agora ocupam vitrines antes reservadas a Seiko e G-Shock. Parte dessa guinada vem do crescimento de eventos de luxo pop, como a Tokyo Watch Fair, que registrou 30% mais expositores ligados a licenças de entretenimento neste ano.

Analistas de varejo apontam que o timing do lançamento foi calculado para virar notícia antes do intervalo de novos episódios, prática que a Toei já adotou com a “janela relâmpago” de Dragon Ball Super. Ao reativar o debate sobre Gojo — mesmo após o arco polêmico de Shibuya — o estúdio garante que o fandom siga engajado até o próximo grande anúncio.

Brasil entra no radar das edições limitadas, mas com outra moeda

No varejo nacional, redes especializadas confirmam negociações para importar o relógio da Angel Clover com preço estimado de R$ 3,6 mil já com impostos. A cifra ainda assusta, mas o sucesso das estátuas da Iron Studios — que colocaram colecionáveis de R$ 1 mil em parcelamentos longos — abre precedente.

Enquanto isso, plataformas FAST como a Tubi, que liberou 1.300 horas de anime grátis, ampliam a base de potenciais compradores sem cobrar assinatura. Quanto maior o alcance, maior a chance de itens premium encontrarem compradores dispostos a pagar pela aura de exclusividade que um feixe roxo, por si só, já não consegue mais conter.

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