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Gambit de Channing Tatum sai da gaveta e domina a cena em “Avengers: Doomsday”

O baralho de “Avengers: Doomsday” acaba de ganhar um ás inesperado: a primeira leva de artes promocionais coloca Gambit – agora enfim vivido por Channing Tatum – à frente do pôster, ombro a ombro com pesos-pesados como Capitã Marvel e Sentry. A imagem, liberada para licenciados de produtos, sinaliza que o mutante cajun não será apenas cameo nostálgico, mas peça-chave do roteiro.

Esse reposicionamento surpreende porque resgata um projeto engavetado há oito anos – o solo de Gambit que Fox e Tatum nunca tiraram do papel – e, ao mesmo tempo, antecipa a onda mutante que o estúdio planejava só para depois de “Secret Wars”. A aposta levanta a pergunta que mais intriga Hollywood: por que Kevin Feige decidiu acelerar justamente agora?

Gambit salta da gaveta e vira termômetro da nova fase

A jornada de Tatum com Remy LeBeau já beirava a piada interna: contrato assinado em 2014, quatro roteiros descartados, diretores que entravam e saíam, até o projeto cair no limbo quando a Disney comprou a Fox. O ator manteve treino de acrobacias, sotaque cajun ensaiado e ficou sem palco. Agora, não só ganhou filme para estrear, como estreia logo em uma aventura dos Vingadores, quebrando a tradição de apresentação gradual de heróis.

Executivos ouvidos nos bastidores contam que o personagem entrou no rascunho inicial como “coringa tático” – capaz de infiltrar vilões – e cresceu quando testes de audiência internos vibraram com o nome de Tatum. Foi o empurrão definitivo para tirar Gambit do status de piada de corredor e elevá-lo a protagonista compartilhado, ao lado de Sentry, cuja presença já ronda o marketing desde o teaser de produtos mencionado em outra peça promocional.

Pressa pelos mutantes expõe mudança de rota da Marvel

Até mês passado, a narrativa oficial dizia que os X-Men só entrariam no eixo principal depois de “Secret Wars”. A promoção de Gambit antes da hora desmonta esse cronograma e corrobora a leitura de analistas de que o estúdio tenta criar novo “centro emocional” após a fadiga do multiverso. É a mesma lógica de bastidores que explica o rumor sobre Nick Fury ceder espaço a um estrategista mutante, tema destrinchado em reportagem anterior.

Internamente, a pressa se justifica por três fatores: 1) sondagens globais apontam crescimento de popularidade dos mutantes depois da animação “X-Men ‘97”; 2) “Deadpool 3” ganhou projeção inesperada e funciona como porta já escancarada; 3) a lacuna de estrelas carismáticas, deixada por Downey Jr. e Evans, encontra em Tatum um nome testado em bilheterias de comédia, ação e romance. Ele preenche, de uma vez, a cota de carisma e novidade.

Arte esconde pista de confronto direto com Doutor Destino

O que poucos repararam na arte: Gambit segura não as tradicionais cartas explosivas, mas um objeto cilíndrico verde, com runas que lembram tecnologia latveriana. Nos fóruns de fãs, a leitura é de que o mutante será responsável por neutralizar o artefato de Victor Von Doom, vilão apontado como “alfa” do longa, conforme indicam documentos de produção analisados na matéria sobre o desfile de vilões.

Se a pista se confirma, Tatum ganha a cena não só pela estreia atrasada, mas por inaugurar o primeiro embate direto entre um X-Man e o futuro chefão do MCU. Um movimento que, na prática, sela o fim da divisão Vingadores versus Mutantes e inaugura um palco unificado onde qualquer equipe pode medir forças com o próximo grande vilão. Gambit, ironicamente, joga suas cartas mais altas logo no primeiro ato.

Para o público, isso significa que o velho sonho do filme solo virou outra coisa – maior, mais urgente e, pelas artes, bem mais caro. Para a Marvel, é o sinal de que a fase pós-multiverso chegou antes do previsto. E chegou com sotaque cajun.

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