O martelo bateu em sigilo na última sexta-feira: o DC Studios já tem seu primeiro Coringa oficial para o universo comandado por James Gunn e Peter Safran. O contrato, fechado sob codinome “Project Smile”, antecipa a estreia do vilão ainda na fase zero do novo DCU — possivelmente numa cena pós-créditos de “Superman: Legacy”, que começa a ser filmado no meio do ano.
Nos bastidores, a aposta no Palhaço do Crime revela uma urgência que conflita com o discurso recente de Gunn de evitar “vilões reciclados” no arranque da franquia. A manobra tenta emplacar um antagonista de peso logo após o fiasco de “Aquaman 2”, que mergulhou o estúdio na mesma crise de bilheteria que a Marvel só conheceu 13 anos depois.
Primeiro vilão clássico quebra o roteiro “monstros e deuses”
Numa live há pouco mais de um ano, Gunn explicou que a fase “Gods and Monsters” priorizaria ameaças inéditas para o grande público, deixando ícones como Coringa e Lex Luthor para depois. A decisão de escalar o Arqui-Palhaço agora inverte essa lógica e reforça a estratégia de criar microfranquias dentro da franquia: cada herói já chega ladeado por personagens capazes de sustentar spin-offs próprios.
Fontes ligadas ao estúdio confirmam que três atores britânicos de até 30 anos gravaram testes sob forte embargo. O escolhido — descrito como “intenso, mas carismático como Heath Ledger e musical como Joaquin Phoenix” — assinou para ao menos quatro aparições. A primeira seria curta, mas essencial: o Coringa observa, de dentro de Arkham, notícias sobre o alienígena de Metrópolis, preparando terreno para “The Brave and the Bold”, filme do Batman que ainda nem tem diretor anunciado.
O movimento enterra o receio de “superpovoar” o DCU logo de saída. Gunn percebeu que deixar o trono de maior vilão vago abriria espaço para comparações indesejadas com o universo da Sony, onde o Homem-Aranha existe sem seu maior inimigo na linha principal de filmes.
Cena pós-créditos de “Superman: Legacy” virou laboratório
Embora a Warner não confirme, a cena extra já estaria no segundo rascunho do roteiro — uma prática que o próprio Gunn exerceu em “Guardiões da Galáxia”. O Coringa surgiria ao lado de Amanda Waller, personagem que também ganhará série própria, indicando que o vilão pode ser recrutado como “trunfo sujo” contra heróis intocáveis.
Reação em cadeia atinge Batman e Besouro Azul
A introdução antecipada do Coringa força ajustes em ao menos dois projetos. O Batman de Matt Reeves, isolado na linha “Elseworlds”, agora precisa diferenciar o Coringa de Barry Keoghan para não confundir o público — motivo pelo qual Reeves já considera mudar o visual do personagem, segundo apuração do portal. Já o recém-confirmado Besouro Azul ganha aliada vantagem: com o holofote do palhaço sobre o núcleo do Batman, heróis de médio porte terão menos pressão para carregar sozinhos a próxima fase.
Se a manobra funcionará, só o primeiro teaser de “Superman: Legacy” dirá. Mas, ao escalar seu Coringa antes mesmo de apresentar o novo Superman às câmeras, Gunn assume que precisa de um velho truque de marketing: quando a casa balança, coloque o vilão mais amado da cultura pop na vitrine e comece a festa.
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