James Gunn não esperou a agenda de Margot Robbie se definir para esboçar o futuro da vilã mais popular da DC. Nos bastidores, o chefe do DC Studios aprovou dois roteiros preliminares para Harley Quinn — um com a atriz de “Aves de Rapina” retomando o papel e outro que introduz uma versão inédita sem correr risco de choque canônico.
A manobra revela mais do que prudência: indica a estratégia de “portas paralelas” que Gunn vem aplicando desde que carimbou seus “diamantes”. Enquanto Superman, Batman e Lanterna Verde já têm produção garantida, personagens de segundo escalão ganham planos alternativos para evitar o vácuo de tela que minou o antigo DCEU.
Robbie tem prioridade contratual, mas não engessa o cronograma
Conforme executivos da Warner Bros. Discovery, a intérprete original de Harley possui direito de preferência: se ela disser “sim” até o fim do verão norte-americano, o estúdio avança imediatamente com um longa que funcionaria como ponte entre “O Esquadrão Suicida” de 2021 e a fase “Deuses e Monstros” do novo DCU. O roteiro, descrito como “louco de amor e vingança”, coloca a personagem em Gotham pouco antes dos eventos do futuro filme do Batman.
Se Robbie optar por adiar — ou abandonar — o papel, Gunn aciona o segundo caminho: Harley surgiria apenas no arco ‘Birds 2.0’, previsto para estrear depois de “Lanterns”. A trama seria escrita sem menções diretas ao passado do DCEU, prática que o estúdio já testa na série “Lanterns” para comprovar que heróis podem estrear sem salva-vidas de capa, como mostrado em “Swamp Thing”.
Três pistas apontam qual Harley pode aparecer sem Margot
Gunn não comenta casting publicamente, mas deixou escapar em suas redes que “duas HQs de 2019 estão na cabeceira”, ambas centradas na fase em que Harley troca o colarinho do Coringa por graduação acadêmica em Gotham. Esse detalhe favorece uma versão mais jovem, ainda estudante de psicologia, o que facilita a busca por novo rosto sem esbarrar na comparação direta com Robbie.
Outra pista veio da equipe de design. Artistas contratados para o “Plano B” receberam briefing de figurino inspirado em “Batman: The Animated Series”, com a clássica roupa de arlequina em vermelho e preto — um contraste proposital à estética pop neon popularizada por Robbie. A terceira indicação surgiu na sala de roteiristas: o nome de Barbara Gordon foi pinado no quadro, sugerindo reencontro com a Batgirl citada como cânone em “Lanterns”. Isso reforça a ideia de que Harley seria introduzida como antagonista imediata de uma jovem heroína, não como parceira do Coringa.
Quem está no radar
- Samara Weaving, elogiada em “A Babá”, agrada pela semelhança física e ritmo de comédia sombria.
- Maya Hawke, de “Stranger Things”, entrou no debate por sua combinação de doçura e sarcasmo — qualidade que Gunn citou em live.
- Anya Taylor-Joy corre por fora: enquadraria o perfil acadêmico previsto, mas negocia franquias concorrentes.
Caso Robbie retorne, o leque de atrizes vira banco de vilãs secundárias; se não voltar, uma delas assume o protagonismo com contrato múltiplo, prática que Gunn estabeleceu após o teste público de “Lanterns” para garantir sequências sem renegociações traumáticas.
Enquanto o “sim” ou “não” de Margot não vem, o estúdio acelera desenvolvimento duplo e evita o gargalo que congelou filmes do DCEU por anos. A resposta da atriz decidirá qual dessas fitas chega primeiro aos cinemas, mas, desta vez, o calendário de Gotham não ficará refém de uma única carta — mesmo que ela ainda seja a mais valiosa do baralho.

