InícioDCNovo derivado do Batman vira peça-chave para trazer Harley Quinn de Margot...

Publicações relacionadas

Novo derivado do Batman vira peça-chave para trazer Harley Quinn de Margot Robbie de volta ao cinema

Um único parágrafo de sinopse vazado no fim de semana bastou para inflamar Hollywood: o próximo derivado do Batman, ainda sem título oficial, trará uma vilã feminina “com histórico psiquiátrico” para dividir a tela com o Homem-Morcego. Nos bastidores da DC Studios, a descrição soou como alarme de oportunidade: é a porta jurídica que faltava para Margot Robbie voltar a viver Harley Quinn dentro do novo Universo DC de James Gunn.

A cartada ganha peso porque o longa deve chegar antes da sequência de “The Batman” de Matt Reeves, conforme aponta o cronograma interno revisado após a greve de roteiristas. Ou seja, Gunn pode recolocar a anti-heroína preferida do público antes mesmo de resolver o limbo canônico de “Blue Beetle”, tema que já expusemos (leia aqui). A manobra não é apenas criativa; ela afeta contratos milionários, revive a Birds of Prey e pressiona o marketing do estúdio a redefinir sua linha de pôsteres após o teaser misterioso do novo Batman (confira).

Gunn costura o retorno de Harley Quinn usando brecha de continuidade

Desde “O Esquadrão Suicida”, Gunn nunca escondeu que a versão de Harley de Margot Robbie é “canônica em qualquer universo que eu escreva”. O problema era contratual: o acordo de Robbie previa participações ligadas ao antigo DCEU, encerrado com “The Flash”. Ao anunciar um derivado do Batman ambientado fora da cronologia de Reeves, Gunn cria um “terceiro caminho” que desobriga o estúdio de lidar com contradições de linha do tempo e, ao mesmo tempo, ativa a cláusula de prioridade da atriz para filmes onde a personagem seja protagonista ou co-protagonista.

Fontes próximas à WME, agência que representa Robbie, relatam que a atriz já recebeu sinal verde para negociar agenda entre a segunda parte de “Barbie” e uma produção da Warner agendada para 2026 — exatamente o slot reservado por Gunn para um segundo filme de anti-herói, conforme revelamos (leia a apuração). Se o derivado do Batman for adiantado para 2025, a aparição de Harley funcionará como “cameo estendido”, ativando bônus de bilheteria sem exigir meses de gravação.

Birds of Prey renasce: quatro membros já estão no tabuleiro do DCU

A escolha de uma antagonista feminina no filme do Batman não é aleatória. Entre janeiro e outubro, Gunn introduziu três personagens historicamente ligadas à Birds of Prey: Canário Negro, Caçadora e Lady Shiva, tema destrinchado em nossa análise sobre o “quarto pássaro” no ninho do DCU (entenda). Com Harley potencialmente de volta, o grupo atinge maioria sem anunciar oficialmente o projeto — estratégia que repete a costura silenciosa vista em “Clayface” (leia).

Nos corredores da Warner, a aposta é que o spinoff sirva de “soft reboot” para a equipe feminina, testando química de elenco antes de acionar filmagens dedicadas. Essa tática diminui risco financeiro: se o público reagir mal, Gunn dilui o prejuízo dentro de um filme do Batman, ainda rei de bilheteria. Se funcionar, ele já terá meio marketing feito para um longa das Aves de Rapina, hoje visto como peça fundamental para equilibrar a balança de diversidade do estúdio após a guinada adulta de projetos como “Clayface”, classificado para maiores no Reino Unido.

Margot Robbie negocia bônus agressivo e pressiona calendário de 2025

O timing não depende só de roteiro. Robbie, agora produtora de peso após o fenômeno “Barbie”, quer participação nos lucros em vez de cachê fixo. A Warner sinalizou aceitar, mas exige gravações antes do fim de 2024 para manter o orçamento em linha com a inflação de locações em Londres. Ao mesmo tempo, Peter Safran precisa provar que consegue lançar “The Authority” — apontado como teste de credibilidade do estúdio — sem canibalizar a campanha do Batman, como analisamos (detalhes).

O impasse explica por que o anúncio oficial do derivado ainda não saiu: cada semana de atraso encarece o pacote de incentivos fiscais britânicos e aumenta a chance de conflito com a agenda de Robbie. Nos bastidores, a saída discutida é filmar as cenas de Harley de forma isolada, modelo “block shooting” já usado por Tom Hardy em “Venom 3”. Assim, Gunn garante presença de Robbie sem travar o cronograma principal — e mantém viva a carta mais valiosa que o DCU pode jogar antes de enfrentar a bilheteria do novo “Deadpool”.

Se tudo correr como planejado, o estúdio anunciará o título do filme no primeiro trimestre de 2024, liberando o marketing para vender o retorno de Harley Quinn como evento — a melhor aposta para transformar um derivado do Batman em motor financeiro de todo o novo DCU.

Últimas publicações